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Focus 1,6 quer ser o médio mais barato

Bom motor e ótimo conjunto a R$ 34,2 mil fazem
da novidade da Ford um grande negócio no segmento

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação
Roberto Nasser

A Ford reduziu o preço do Focus com carroceria hatch para torná-lo mais competitivo. A fórmula, antecipada pela Coluna em julho, substituiu o motor 1,8 16V importado pelo 1,6 de 8 válvulas, com sistema Rocam de redução de atritos, nacional e de menor custo.

O novo 1,6 inclui-se na modelia 2004, marcada por novo grupo óptico e pára-choques. O preço foi reduzido relativamente à agora indisponível versão 1,8: custará R$ 34.210 com ar-condicionado e direção hidráulica. A linha 2004 do Focus, feita na Argentina, contém o 1,6 em versões GL e GLX; 1,8 16V em carroceria sedã; e 2,0 16V com decorações e confortos GLX e Ghia.

Mercado

A marca que mantém a ascensão de participação no mercado, fundada basicamente na família Fiesta e no EcoSport, visa preencher o espaço deixado pelo Escort, retirado de produção. Para melhorar o pacote construtivo elevou a potência do motor, antes 98 cv, para 103 cv, e considerado o peso do automóvel, 1.165 kg, não permite brilhantismo esportivo, mas aceleração agradável.

O conjunto final é bem sedutor. Continua atrevido em linhas, o espaço interno o faz o mais confortável da categoria, e o desenho da plataforma, com eixos nos extremos, traz-lhe excelente dirigibilidade e estabilidade. Distribuidores da marca frustraram-se com o preço, que fontes da companhia ventilavam a partir de R$ 28 mil. No atual mercado, quando se vendem automóveis com largo desconto, a quantia informada pela fábrica é mero referencial. Num comparativo, a versão 1,8 constava da tabela a partir de R$ 36.870, mas era ofertada a R$ 33.890.

Sociedade pagará incentivo ao álcool

Além da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os carros movidos a álcool, o governo federal estuda medida auxiliar. Utilizando a Lei 10.612, aprovada no apagar do governo FHC, que previa redução de R$ 1 mil na compra de carros a álcool por pessoas jurídicas, União, estados, municípios e DF, quer fazer uma adequação no texto.

O espírito básico era captar doações dos países industrializados, que pagam para que alguém diminua as emissões poluentes. O programa, instituído e batizado como Seqüestro de Carbono a partir do Protocolo de Kyoto, busca lavar consciências: já que os países desenvolvidos não diminuirão seus níveis de poluição, podem fazer doações a programas que o façam em qualquer parte do mundo. A Lei, tornada viável por instâncias do filho do então presidente, insuspeitado ecologista, incluiu ao seu final, que se não houvesse doações externas, o programa poderia ser custeado por inclusão de verba no Orçamento da União.

Nem um, nem outro. Mas o governo federal estuda uma opção de raspar o cofre e com isto criar verba, fórmula e justificativa legal para destinar a soma ao incentivo. Calcula-se poder fomentar as vendas em 25 mil unidades — numericamente um alento à queda que o mercado enfrenta: do 1,6 milhão projetado ao início do ano, imagina-se que somente seja atingido 1,4 no final do ano. Metade do que foi projetado quando o governo aparentemente deu prioridade à motorização, incentivando a renovação industrial e a atração de novas fábricas. Continua

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Data de publicação: 7/10/03