Best Cars Web Site

Salvando a própria história

Fiat, Volkswagen e Mitsubishi tomam iniciativas para a
importante preservação de seu passado e sua imagem

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação
Roberto Nasser

Fábricas de automóveis, quase todas, mantêm museus, protegem registros, fomentam o preservar de carros de suas marcas. Salvam sua história. A DaimlerChrysler, por exemplo, administra formidável esquema de preservação histórica, com museus, oficina de restauração, reedição de peças, componentes, e em seus lançamentos leva junto um veículo antigo da mesma classe.

Entende que um antigo circulando demonstra qualidade e resistência, custando menos e convencendo mais que um anúncio dizendo isto. A Ford tem em Detroit formidável museu e fazenda onde reproduz as cenas da vida norte-americana de 100 anos atrás. A GM norte-americana, além de museus, credencia empresas para reproduzir peças para manter antigos carros da marca rodando com originalidade.

Aqui a preocupação de salvar imagem, história e conquistas, não passa pela cabeça da maioria dos executivos das fábricas. Sua entidade de classe, a Anfavea, sempre ficou acima do tema e quando resolveu, quase compra uma coleção de automóveis antigos — todos norte-americanos e europeus...

A GM lançou projeto de Museu, encaminhou-o, e depois descartou-o, passando o acervo à frente. Terceirizou sua história. Há dias comemorou 35 anos da produção de Chevrolets no país — e colheu de público a conseqüência de ter relegado suas origens, pois, na verdade fazia 45... A Audi, recém-chegada, festeja a localização, no interior da Alemanha, de um modelo P, um DKW com motor Peugeot, para seu museu alemão.

No Brasil, onde os motores DKW conseguiram a maior potência, a maior soma de vitórias, um recorde de velocidade pura, e equiparam os Malzoni, considerados mundial e unanimemente os DKW mais bonitos jamais produzidos, não há a menor preocupação em preservar registros, conquistas, produtos locais, clubes ou colecionadores da marca.

Nova trilha

Algumas iniciativas podem alterar esta tendência de ignorar o caminho da história no Brasil. A MMC, que produz os Mitsubishis, resolveu fazer pequeno museu em sua fábrica, na goiana Catalão. Reúne o caminho da família Souza Ramos, que completou todo o ciclo do automóvel no Brasil. Dos pioneiros utilitários Volvo, lanchas Carbrasmar, Maverick station wagon, cabines-dupla SR...

A Fiat solicitou à Prefeitura de Belo Horizonte a cessão de armazém abandonado próximo à antiga estação ferroviária: quer participar de sua transformação em museu, e expor os automóveis que fizeram sua história local — 147, picapes, Oggi, Prê