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A Mercedes e seu Projeto LTC

Mercedes 712 C

O quase cinqüentenário fabricante de caminhões
prepara o desenvolvimento de um produto no Brasil

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação
Roberto Nasser

A Mercedes-Benz dará um importante passo em sua quase cinqüentenária produção de veículos comerciais no Brasil. Pela primeira vez terá um produto formulado no Brasil. É a adequação comercial do que a indústria de automóveis já realiza, a criação de veículos com habilidades, formulações e custos de países em desenvolvimento para ser exportado a mercados iguais ou mais desenvolvidos.

As iniciais significam aproximadamente Conceito de Caminhão Leve, uma nova linha filosófica de construção e que pode a vir ser adotada mundialmente pela marca. No caso do LTC seu surgimento é condicionado pelas limitações cada vez maiores do emprego de caminhões grandes e pesados nos centros das cidades, e pelo fato de seu equivalente alemão ser de geração antiga.

No meio

A Mercedes pretende um novo veículo, nem tão pesado e volumoso para este tipo de aplicação quanto o Mercedinho 710, um caminhão pequeno, e nem tão leve quanto o Sprinter, um picape grande. Depois do LTC, virá a mudança nos caminhões médios, o MTC e pesados, HTC.

É uma alteração global, pois o produto segue as referências mundiais do mercado, preparado para atender, com pequenas alterações a exigências, gostos e demandas de clientes mundiais, permitindo, de acordo com o mercado, importação ou exportação de veículos montados (CBU), semi (SKD), completamente desmontados (CKD) e em peças.

Para tanto não foi gestado na matriz alemã, empurrado de cima para baixo, na relação pouco equilibrada entre matriz e filiais, mas ao contrário, desenvolvido no principal campo avançado da empresa em países em desenvolvimento, o Brasil, em colaboração, observações e sugestões de formuladores do produto, brasileiros, americanos, alemães, de forma a se criar um projeto de aceitação comum.

O LTC representa o sonho de engenharia. Surgiu, como se diz no jargão desta especialidade, de uma folha de papel em branco. Ou seja, a marca deu ampla liberdade de criação estética, mecânica e funcional. Por isto, de ponta a ponta é um produto novo. Terá duas versões com motores diesel, comando no cabeçote e quatro válvulas por cilindro, produzidos em São Bernardo do Campo, SP.

A maior com cinco cilindros, 2.700 cm3. O menor, com a mesma cilindrada unitária, mas com quatro cilindros desloca 2.200 cm3. Ambos adotam o sistema de alimentação common rail, monotubo que permite injeção de combustível em alta pressão, permitindo funcionamento s