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40% de portas a menos,
20% de clientes a mais

Além da remodelação dianteira, a Renault aposta na
versão três-portas para reerguer as vendas do Clio

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação
Roberto Nasser

A Renault apresenta a modelia 2003 de seu produto Clio. Novo trato visual na frente, e mudança do grupo óptico e pára-choque traseiros. As mudanças visam aproximá-lo ao máximo do Clio II, versão comercializada deste outubro na Europa, forma de provocar vendas. A jovem marca paranaense enfrenta dissabores e surpresas com a redução de comercialização, queda na participação de mercado, mudança de planos e projetos, incluindo o quase-alcançado -- e agora postergado -- de ultrapassar a Ford em vendas.

A nova modelia traz o sinal da conjuntura nacional, que é a de operar em nível muito inferior à previsão de vendas e à capacidade produtiva. Com um novo presidente, o francês Pierre Poupel, o mesmo que implantou a fábrica, realiza ações de contenção. Os Clios 2003 mostram isto, tendo economizado em relação ao modelo francês, o grande vinco proeminente na tampa traseira, a inclusão das maçanetas de portas assemelhadas ao símbolo da marca, a remodelação do interior. Estes passos foram retidos para reduzir investimentos.

Para o mercado, especialmente ao comprador de carros deste porte e aplicativo, a novidade maior não é a nova caracterização externa, mas a inclusão de nova versão no leque de opções. 

A Renault aplicou a relação matemática do título deste texto. Tomou o Clio, até agora somente disponível em cinco portas, e reduziu-as a três. Menos portas, menos preço, mais vendas. Intenta implementar a comercialização do Clio, da faixa de 3.500 unidades/mês a 4.200. Ou seja, uma expansão de vigorosos 20% do total. O carro terá simplificação decorativa e de equipamentos habilmente dissimuladas sob a capa da esportividade.

Mais simples, mais barato, o Vectra 2003

A redução do IPI, o Imposto sobre Produtos Industrializados, ofereceu à General Motors a oportunidade de voltar ao uso no Vectra de motor de 2.000 cm3, 8 válvulas, com 110 cv de potência, e redução de equipamentos para ser o modelo de entrada desta linha. A versão melhor equipada mantém o motor anterior, de 2,2 litros e 16 válvulas, e será fornecida exclusivamente com transmissão automática.

O mercado para o Vectra vem-se reduzindo. As vendas resumiram-se à metade, e a GM desistiu de substituí-lo por modelo mais novo já existente na Europa ou criar um caminho de estilo caracterizadamente brasileiro. O automóvel está num limbo industrial: não deve ser descontinuado porque vendeu 8.210 unidades ano passado; ainda é lucrativo, mas não merece investimentos de atualização.

As mudanças servem para atrair clientes que gostam da marca ou do volume do automóvel, como motoristas de táxi e serviço público, pois comparativamente aos modelos mais modernos no mercado, Honda Civic, Toyota Corolla, Ford Focus, perde em números, disposição e consumo, penalizado por tamanho e peso maiores. Tem no mercado a mesma posição do velho VW Santana. Continua

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Data de publicação: 11/2/03