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Ecosport, o nome do Ford Fusion

O utilitário esporte derivado do Fiesta aparece
em outubro com alterações para o mercado nacional

por Roberto Nasser - Fotos: Glaucio Sansonas*
Roberto Nasser

Projeto 226; Fusion; Amazon: designações técnicas, rótulo de projeto, apelidos, palpites, e tudo o mais que pretendia indicar o segundo produto da Ford em seu complexo industrial na Bahia, está esquecido. O carro já tem nome: Ecosport.

Foi escolhido através de pesquisa entre seleto grupo de pessoas ao qual se apresentou listagem com nomes para um produto que os votantes não sabiam qual, mas definiram-se por este. 

A Ford, patrocinadora desta forma de depuração, gostou. O Eco é interpretado como a ligação da empresa com a ecologia, através de suas ações mundiais em torno da preservação do meio ambiente, e especialmente na fábrica da Bahia, montada dentro de parâmetros ecológicos, e num projeto de recuperação de hectares de matas nativas de Mata Atlântica. O sufixo Sport está relacionado às habilidades e aplicações do novo produto, desenvolvido pela Ford na Europa, dentro da classificação de LUAV, Light Urban Adventure Vehicle, rótulo de condicionamento de uso europeu, para veículo hábil a arrostar eventuais dificuldades do cenário daquele continente -- pisos esburacadas, acessos não-pavimentados, estradas com gelo ou neve.

Brasil +

Para o Brasil as adequações superaram o preparo europeu, em proporção direta aos trabalhos realizados na plataforma do novo Fiesta, que é a base do Ecosport. Toda a estrutura foi reforçada, a altura livre do solo ampliada, e as suspensões redimensionadas para resistir às aplicações típicas de terceiro mundo -- ruas por hábito desniveladas, costumeiramente esburacadas, estradas sem conservação, caminhos sem revestimento.

O produto brasileiro será mostrado em avant-premiére em outubro, coincidindo com a corrida inicial de produção. Industrialmente deixará os portões da fábrica de Camaçari somente em fevereiro. 

O Ecosport nacional diferencia-se do Fusion europeu (que aparece nas fotos menores desta página). Além do dimensionamento para exigências de uso mais áspero, as caracterizações brasileiras passam pelos motores. Enquanto os europeus são 1,4 e 1,6, no Brasil o leque de motorização é mais amplo, com Zetec Rocam 1,0 Supercharger, produzindo 95 cv; e Zetec 2,0 de 16 válvulas e 130 cv de potência. Esta opção, inexistente na Europa, é factível apenas pela insistência do grupo brasileiro de desenvolvimento das adequações do produto ao país, que abriu mais espaço para a baia do motor. Os carros europeus não dispõem de área para abrigar um motor com esta capacidade.

O Ecosport, do tamanho do novo Fiesta, é um pequeno utilitário esporte, primeiro degrau nacional nesta especialidade. Seu concorrente de mercado seria o Ignis, da Suzuki, com motor 1,3, em torno de R$ 45.000. O Mitsubishi Pajero TR4, recém-produzido em Catalão, GO, tem maior porte e transmissão para serviço pesado, o que não é o propósito de aplicativo no Ecosport.

A Ford corre a lançá-lo. Enzimatizada pelo crescimento de participação pelas vendas do Fiesta, quer dispor de novidades antes que arrefeça o interesse pelo novo baiano. Subindo de 7,8% de participação total no mercado doméstico para atuais 11,7%, a pioneira montadora busca chegar a 14 ou 15% em 2004. E ao Ecosport, iniciador do caminho do veículo urbano adequado às ásperas e abrasivas condições brasileiras, cumpre formar a dupla de ataque e conquista. Continua

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*Projeções em computador com base em fotos de divulgação

Data de publicação deste artigo: 24/9/02