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Picasso, líder, sem dogmas

Minivan da Citroën lidera o segmento e concorre
para o crescimento de 73% da marca este ano

por Roberto Nasser - Fotos: Fabrício Samahá
Roberto Nasser

Encerrado o semestre, uma curiosidade no mercado: nos monovolumes, última moda em formulação veicular no Brasil, a liderança é da Citroën Picasso. Nas 7.572 vendas semestrais e nas 1.680 no mês de junho. A marca, somados Xsara e a nova linha C5, fechou o semestre com 11.436 unidades vendidas, um crescimento de 73,72% sobre os números de 2001, estabelecido no panorama de retração, no qual toda a indústria vendeu 678.033 unidades, menos 18,3% em relação ao ano anterior. Com o resultado, a novata Citroën é a sétima marca em vendas na relação da Anfavea, a associação que reúne fabricantes de veículos.

Independentemente do automóvel, estilística, ergonômica e mecanicamente bem formulado, a curiosidade da liderança traz a reboque destruir um dos dogmas do mercado, o que diz serem as vendas proporcionais ao número de revendedores. No caso, a Citroën tem 48 pontos de venda; a Renault, segunda colocada com a Scénic, 150; e a GM, em terceiro com a Zafira, tem 450 concessionários.

Previsão

Maio de 2001, almoço no referencial Cipriani, do igualmente referencial Copacabana Palace, hotel carioca. Pergunto ao Sérgio Habib, presidente da Citroën, reintrodutor da marca no Brasil, numa pré-apresentação do Picasso, qual seria a participação no mercado, frente ao Scénic e ao recém bem lançado Zafira.

"Igual. O mercado vai-se embolar." Ante a curiosa resposta, argumentei numericamente: "Como, se a
Citroën possui 1/3 das revendas Renault e 1/9 das Chevrolet?"

E o Habib: "Exatamente por isto. A Renault tem um leque de produtos. A Scénic é apenas mais um. Na GM, caberão poucos carros por mês a cada revendedor, e os monovolumes serão apenas um item em enorme lista de produtos. Nas revendas Citroën, a Picasso será 'o' produto, e os vendedores se esforçarão ao máximo para vender. Aposto que os vendedores da Picasso terão muito mais vendas por visita que os das outras marcas." 

A Picasso tem uma fórmula interessante que funcionou para este primeiro ano: o bom estilo e a boa ergonomia, que funcionam como uma espécie de seletor de clientes. Quem tem apuro estético e instigação por design lista-o como preferência. Mostra-se ágil, disposto, agradável. Talvez a soma da garra dos revendedores, com estilo, bom desempenho e economia expliquem o embolar nas vendas, do qual a liderança é ocasional.

Para reforçar a liderança a Citroën oferece série chamada Brasil com itens de cortesia, como rodas em alumínio, estofamento em couro, a competitivos R$ 40 mil. Neste ano, lançará no Salão do Automóvel de São Paulo e no de Brasília versão com motor 1,6 de 16 válvulas e 110 cv, para ser o degrau de entrada na marca, como o faz a Renault com a Scénic.

A lei ? Ora, a lei ...

Tempos de eleição são ótimos para ver se a defesa das instituições democráticas, tão insistentemente verbalizada pelos candidatos em campanha, é para valer. A se considerar o exemplo das carreatas realizadas pelos inúmeros partidos, dá para perceber claramente dois aspectos: primeiro, que candidatos, independentemente da altura do posto que pretendem atingir, não têm compromissos no respeito às leis; segundo, as autoridades de trânsito são omissas no cumprimento de seu dever. Estão, como os candidatos, acima da lei. Continua

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Data de publicação deste artigo: 30/3/02