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Tocantins e sua
fábrica de carros

Mais um jipe brasileiro: o Santana espanhol
será montado no centro-oeste pela Fabral

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação
Roberto Nasser

Ninguém sabe ao certo se é a trigésima terceira, quarta ou quinta fábrica nacional -- afinal, no país dos recordes detemos o maior portfolio de marcas de veículos em produção. Mas em Palmas, capital do estado do Tocantins, promete-se instalar mais um fabricante. É a Fabral Ltda. - Fábrica Brasileira de Automóveis.

Incentivada estadualmente -- ICMS reduzido a recolhimento de 30% num período de 15 anos e o restante, após este prazo, sem juros ou correção --, intenta produzir 16.750 unidades anuais a partir de agosto de 2003. Até lá, num prazo de 60 a 90 dias, fará projetos de arquitetura e definirá engenharia, e após isto iniciará construir 65 mil metros quadrados, 1/10 da área total, para abrigar três linhas de produção.

Ao contrário de outras iniciativas que começam com um produto e depois realizam variações e versões de modo a empregar a mesma cadeia de montagem, a Fabral terá três veículos diferentes entre si, em marcas, construção, origens, aplicativos, em três linhas de produção independentes. Os produtos indicados pela empresa são o Jalapão, designação para agrados locais, onde há a área desértica com o mesmo nome, baseado no Aníbal, um jipe da espanhola Santana Motors, que teve origem no Land Rover e recebeu pitadas tecnológicas de Suzuki.

Produto paralelo será um picape de tecnologia Tata, fábrica indiana que integra o conglomerado industrial mais poderoso do país; e um chassi para ônibus com origem coreana.

Projetos, planos, mágicas

A Fabral, bancada pelo grupo moçambicano Tricôs, pretende investir US$ 14 milhões no negócio. E, pelas características de Tocantins, tentará soluções novas. Começa pela justificativa. Segundo a empresa, o estado crescerá, nos próximos 10 anos, 8% a mais que as demais. Outro aspecto, o de ser centro do país, permite enviar veículos para o Norte e Nordeste a menores fretes. Finalmente, dentro dos projetos de exportar 30% da produção para América do Sul e México, com envios através de Porto Franco, MA, a 540 km de Palmas, com uso da ferrovia Norte-Sul, e pelo fato de reduzir em 1.500 milhas marítimas a distância para a América do Norte, arcará com menores fretes.

Para baratear custos e aumentar o índice de nacionalização, a Fabral pretende atrair fornecedores a Palmas, e para formar mão-de-obra especializada, instalará um Centro de Treinamento e parcerias com Senai, Sesi, Sebrae e três universidades do Tocantins.

A rede de revendedores será formada pelos comerciantes que distribuirão os produtos SsangYong, jipes coreanos representado por seu controlador, o grupo Tricos.

Rexton, sangue novo

Para sedimentar-se no mercado brasileiro, a SsangYong, montadora coreana que vende o utilitário esporte Musso, resolveu ampliar seu mercado com o novo lançamento, de idênticas aptidões ao uso fora de estrada, o Rexton. O veículo se vale de motor Mercedes-Benz diesel, 2.900 cm3 de deslocamento e 120 cv; tem originalmente transmissão manual de cinco marchas ou automática de quatro; redução; tração nas quatro rodas e uma caixa de transferência com sensor que distribui, automaticamente, o torque do motor aos diferenciais dianteiro e traseiro, numa relação que vai de 0/100 a 50/50. Continua

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Data de publicação deste artigo: 16/7/02