Best Cars Web Site

Meriva (que nome!),
a irmã do Corsa

A GM antecipa a minivan que chega em agosto
para roubar mercado... do próprio Astra

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação
Roberto Nasser

A General Motors do Brasil anunciou formalmente apresentar em agosto sua terceira novidade do ano. Vai batizá-la como Meriva. A empresa justifica ser apenas a junção de três sílabas, com sonoridade latina, sem identificação ou significado, escolhido a partir de sugestões peneiradas pelos especialistas de marketing da marca. Em resumo é inexpressivamente vazio. 

Como disposição de massas, o jargão americano da GM a chama de monocab. Para nós, recém-apresentados a estas formas, através da Renault Scénic e do Mercedes Classe A, em 1999, é uma minivan ou monovolume. Criado na linha Corsa, intenta ser novidade captadora de clientes de station-wagons, como Palio Weekend, agora líder, e Parati. E também atrair como clientes os interessados por outra novidade no mercado de passageiros, como o Renault Kangoo, o Citroën Berlingo ou o Fiat Doblò. E, naturalmente, absorverá consumidores dentro da linha Astra, a exemplo do que ocorreu com a Zafira, que aspirou compradores do Vectra.

Como formulação é um veículo para cinco passageiros, com adicionais facilidades de conforto para os que viajam atrás. Nesta fileira, por exemplo, o banco central pode ser rebatido, transformando-se em mesa e apoio de copos, oferecendo maior espaço para ombros e quadris. Para aumentar a capacidade de carga, sistema de articulação de bancos, dito FlexSpace, permite dobrá-los em maior esforço ou tempo, oferecendo maior capacidade de carga.

Sua arquitetura expõe dimensões assemelhadas ao Astra, com utilização do motor recém-criado pela filial brasileira sobre a Família I, e aplicado ao novo Corsa: cilindrada levada de 1,6 a 1,8 litro, muito torque em baixas rotações e dois níveis de potência: oito válvulas, com 102 cv; e 16 válvulas, com 122 cv. Motor 1,0 nem pensar. O peso faria sucumbir cavalos do motor e a paciência do usuário.

Enlace

Curiosa ou pouco significativa a denominação; concorrente ou não de seus próprios produtos; uma repetição da Zafira, que trocou seis por meia dúzia, ou seja, absorveu os clientes do Vectra, não conquistou novos clientes, porém manteve os da marca; a Meriva porta qualidade novidadosa e importante para nosso globalizado mercado: é o primeiro GM a ser desenvolvido com a participação de engenheiros brasileiros. Após o início de produção no Brasil, em junho, será a vez da Espanha fazê-la a partir de janeiro de 2003.

Oportunidade

Por que a GM, habitualmente ensimesmada para suas questões e produtos, está anunciando com antecipação o novo produto?

Simplesmente pelo fato de nada ter a perder: não mais dispõe da mal-sucedida station-wagon feita sobre o Corsa antigo; a linha Astra não conta com esta versão. Desta forma, num momento de briga de foice pelos dinheirinhos do consumidor, está avisando a compradores interessados neste segmento que terá novo produto a curto prazo.

Ou seja, no momento não vende, mas atrapalha vendas e desloca interessados para seus produtos.

Citroën C3, daqui a um ano

O próximo automóvel da Citroën, em sua planta dividida com a Peugeot no estado do Rio, será o sedã C3. Um automóvel que segue a nova linha da família, tendência mundial, em reduzir tamanho e mudar os arranjos internos para oferecer espaços e facilidades sem ocupar grandes espaços. Com motor 1,6 16V de 100 cv, 3,84 metros -- tamanho de um Polo --, o C3 terá a mesma colocação no mercado, em contido projeto: 15.000 unidades anuais contra os 40.000 buscados pelo novo VW. A produção começará em janeiro ou fevereiro do próximo ano, e vendas a público, em maio. A Citroën investiu pouco para a construção, R$ 200 milhões divididos entre projeto e lançamento. Preço? Estimado entre R$ 29 mil a 35 mil. Não terá versão 1,0. Continua

Colunas - Página principal - e-mail

Data de publicação deste artigo: 4/6/02