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307, o irmão maior do 206

Jeito de minivan e boa dirigibilidade marcam
o novo Peugeot, a partir de R$ 40 mil

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação
Roberto Nasser

Em estética é bonito. De condução, agradável. O projeto, personalístico. Por marca, uma referência. É o novo Peugeot 307, coerente reunião de trunfos, e que começa a ser vendido no país em pretendidas 400 unidades/mês, entre versões Soleil, Passion e Rallye, de R$ 38.500 a R$ 44.210. Anuncia-se degrau inicial de R$ 35.500, mas esqueça-o: é sem ar-condicionado, equipamento de conforto e segurança de impensável dispensa, um mico para revender.

É projeto de profissionais, decolando com evidente conquista: superou as vendas do Golf na Europa, quebrando um recorde. Em estilo, muito lembra o vitorioso 206, com quem fará dupla para levar a marca ascendente aos 4% que pretende no mercado brasileiro neste ano. Visualmente é automóvel de teto alto, que na prática porta-se como um monovolume. Ou seja, reúne as linhas de um à praticidade do outro. A explicação simples: a Peugeot não terá um monovolume -- sua sócia Citroën o produz e não há razão para concorrência dentro de casa. A fórmula foi bem aviada e dá bons resultados.

Construtivamente, utiliza as facilidades do sistema elétrico Multiplex, de incontáveis funções eletrônicas como ligar o limpador e dar-lhe velocidade em função da chuva; freios com sistema antitravamento (ABS); acionar automático do pisca-alerta em rápidas desacelerações, acelerador eletrônico e muito mais facilidades que se incorporam dia-a-dia na ficha técnica como atrativo aos novos produtos.

As versões iniciais diferem apenas em tratamento decorativo e confortos, com motorização padrão em 1,6 16V. No futuro, 2,0 com 135 cv. Preços desafiantes ao mesmo VW Golf, Ford Focus, GM Astra e, no segundo semestre, Fiat Stilo. 

Profissional

A Peugeot não está brincando de carrinho. Iniciou processo de relacionamento sério com clientes, especificando revisões com preços pré ajustados; reduzindo valores para as peças de reposição. Lançou o 206, desviando-se das incertezas do mercado, sem precisar fazer liquidação de estoque, e o automóvel assinala vendas maiores mês a mês, sem o estigma de descontos ou liquidação. Criou a segunda versão, com motor 1,6 nacional para uso local e exportações. 

O processo com o 307 exibe planejamento para evitar desgastes com o produto. Apresentado ao Mercosul em novembro, em Punta del Este, Uruguai, iniciou vendas, exceto no Brasil. Aqui, mercado maior, optou pelo sossegar dos reflexos do 11 de setembro. Projetaram,acertadamente, que em abril todos os eflúvios negativos teriam passado, sem necessidade de administrar agruras para comercializá-lo, mostrando o acerto institucional ao delongar a chegada para não interromper o sucesso ascencional de vendas dos Peugeot.

Por falar

A Coluna antecipou, em novembro, a produção do 307 na Argentina e da versão perua do 206 no Brasil. Informação mantida, mas a Peugeot avocou o Projeto 307 à espera de visibilidade no tremor argentino. Aqui, perua em 2003. Continua

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Data de publicação deste artigo: 7/5/02