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Peugeot 307, um
projeto competente

Espaçoso, bom de dirigir, o sucessor do 306 chega
apenas em março ao mercado brasileiro

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação

Quem observá-lo como o sucessor do 306 verá um bom trabalho. Novo, seguindo o caminho do mercado: mais largo, mais alto, 17 cm mais comprido, eletrônica e informática, para conforto, como o sensor de chuva, ou segurança, como o gerenciador do ABS, que melhora a ação dos freios. Quem situá-lo no mercado dos médios com motor 1,6, custando como um Audi, perceberá ser bem formulado e individualizado neste difícil segmento liderado pelo VW Golf, na Europa o mais vendido no setor, presumindo-se ser o padrão de gosto do consumidor europeu.

E reverenciará o projeto. Afinal, é extremamente difícil utilizar uma plataforma e motorização comum, crescer em participação e vendas, e ainda mostrar estética e resultados dinâmicos próprios. Mas é o caso do 307, ponto de vista da Peugeot sobre a plataforma 2, sobre a qual a outra marca do grupo PSA, a Citroën, pratica o Xsara. 

A sétima versão da série 3 da Peugeot é plena de novidades e adjetivos. Competência é a melhor descrição. Surge do projetar uma família de veículos a partir de uma inexistente, porém onipresente, station -- break, como os franceses chamam estes utilitários de dupla personalidade. Questão simples. Os monovolumes, como os brasileiros Renault Scénic, Chevrolet Zafira, e Citroën Picasso, são a recente tendência automobilística mundial. A Peugeot optou por não aderir, evitando uma concorrência doméstica com a Citroën, sua sócia na PSA, autora do Picasso.

A solução foi a fórmula diferenciada de uma break com mais combinações que um monovolume. Por isto, a plataforma nova mais larga e a carroceria idem, e mais alta. A primeira versão é o sedã de três e cinco portas. A break ainda não foi lançada, mas virá ao mercado brasileiro em novembro de 2002. Promete visibilidade e maior combinação de assentos que os monovolumes, com quem já se identifica pela possibilidade da posição mais elevada para dirigir, já disponível no sedã.

Roberto Nasser

Em março

As vendas do 307 serão iniciadas em março, embora já ocorram no Uruguai. Na Argentina em poucos dias e restante da América Latina em seguida. Tecnicamente, justificou-se uma adequação da capacidade produtiva no abastecimento de novos mercados. Na realidade, explicou a esta Coluna Bruno Grundeler, superintendente da Peugeot, suas projeções são que somente em março o mercado voltará à normalidade, superados os sustos terroristas, declarações argentinas, final do ano, férias, carnaval. Aí, a Peugeot quer explorar o maior mercado do continente, vendendo 5.000 unidades em 2002.

O 307 terá duas opções de motores -- no resto da América do Sul, três, incluído o 2,0-litros movido a óleo diesel. Começa com quatro cilindros em linha, transversal, 1,6 litro, 16 válvulas e 110 cavalos de potência -- o motor utilizado pelo Citroën Xsara. Acima vem o 2,0-litros, 16V, 138 cv -- a unidade tratora do Citroën C5, e que com regulagens para baixar potência desloca a Picasso.

307 prá lá, 206 pra cá

A Peugeot opera no Cone Sul com fábricas na Argentina e Brasil, operando em complementariedade de produção, para abastecer o Mercosul e a América Latina. Está na Argentina desde os anos 50, detendo 15% do mercado. No Brasil tem expressivo crescimento. Seu projeto é dominar 8% do Mercosul em 2004.

Para isto definiu novos investimentos. Embora sem confirmação formal pelos executivos franceses, os administradores locais exultam com as novidades, como a decisão da matriz francesa em produzir o 307 na Argentina e aumentar a família do 206 no Brasil com a versão break -- os franceses se dobraram à utilização mundial da expressão station batizando o carro como 307 e 206 SW.

Visão prática: o mercado argentino é menor, mas com maior poder aquisitivo que o brasileiro. Aqui, situação inversa. Por isto os produtos serem complementares, com um ponto em comum, o motor 1,6 de 16 válvulas, a ser produzido em Porto Real, RJ. Continua

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