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Acelerando para 2002

Clio Tech Run

Renault, Toyota, Mercedes-Benz e General Motors
anunciam novidades para o novo ano

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação

Roberto NasserOutra leva de veículos chega ao mercado como 2002. Não se trata apenas do ciclo natural de renovação da modelia, mas de uma tentativa mercadológica de criar nova ocasião fomentadora de vendas, neste ano de consumidores aturdidos com o difícil entendimento dos reflexos da crise argentina na economia brasileira.

As fórmulas adotadas pelas diferentes marcas apresentam características próprias. Um pequeno cenário indica como novidades as seguintes: 

Clio: versões, acessórios

A Renault ampliou as versões do Clio, seu segundo produto mais vendido. Agora, além do Yahoo!, vendido pela Internet, criou o Tech Run, com motor 1,0 e cabeçote de 16 válvulas. Mas o Tech Run suprimiu os airbags frontais, e com a economia, aplicou itens que entende como apelo esportivo: aerofólio, rodas de liga leve, retrovisores na cor da carroceria, manopla e volante revestidos em couro. A R$ 24.190, a Renault diz ser único na categoria com visual esportivo e preço acessível.

Outro degrau nesta escala é o RL 1,0 16V, entre o Yahoo! e o RN 1,0 8V. O RL, diz a Renault, será o 16V mais básico mas mantendo as duas bolsas infláveis. Na evolução de cilindrada os motores 1,6 com 16 válvulas cresceram em potência, de 102 cv para 110 cv, e equiparão Clio e Clio Sedan. Neste caso trata-se de um esforço para conter a aceitação do Fiat Siena, seu principal concorrente.

O que vale?

Tantas versões num produto só devem confundir o comprador. O novo Clio traz no porta-luvas a sinalização de mudança conceitual. Ao lançá-lo, a Renault optou por enfatizar o uso de airbags duplos como item diferenciativo. Seria sua marca registrada de preocupação com o consumidor. Mas a nova modelia os suprimiu. Foram trocados por acessórios, como se concluísse que segurança tem menos apelo que preço.

Louis Schweitzer, presidente do grupo, disse isto na Europa há 15 dias. Mas da Renault brasileira garante-se ter sido mera coincidência. Verdade for, a Renault estará jogando fora não a diferenciação entre produtos, mas e principalmente sua diferença em relação às outras marcas.

Classe A, recomeço 

Dizem que este automóvel é um problema para a Mercedes. É engano. Problema para a Mercedes é a falta de consumidores para este automóvel. Sua moderna fábrica em Juiz de Fora, MG, foi projetada para construir 70 mil veículos/ano, mas opera em marcha lenta, com produção total -- incluindo o Classe C, restrito para envio aos EUA -- em máximas 20 mil unidades anuais. 

É, sem dúvidas, o nacional