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Um leão e seu motor 1,0

Enquanto chega o Peugeot 206 de 1.000 cm3, a
Toyota desativa a produção do veterano Bandeirante

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação

Roberto NasserUma nova etapa para o mercado dos carros 1,0 e para a Peugeot no Brasil começou dia 28, quando os primeiros Peugeot 206, motor de 1.000 cm3 de cilindrada, 16 válvulas, potência de 70 cv, iniciaram ser vendidos pela rede de revendedores.

Para a Peugeot, cuja logomarca é a figura do leão, é firmar pé no mercado brasileiro. Para o mercado, formado por 72% de carros até 1.000 cm3, o 206 com esta cilindrada é concorrente de peso, apesar da aparente modéstia das 17 mil unidades de vendas previstas neste ano. É que o produto conjuga ótimas linhas externas, bom tratamento termo-acústico interno e decoração idêntica à das versões 1,6. Ao comprador será o conhecido, engraçadinho e bem decorado 206, portando um motor de 1,0 litro e preço menor.

A Peugeot compra o novo motor à Renault. Cees Hermanns, superintendente de partida ao Benelux, lembra que o primeiro Peugeot utilizava um pioneiro motor Daimler. Mas o Peugeot 206, com dimensões, peso, aplicativo e motorização assemelhados ao Clio 1,0, não terá desempenho assemelhado? A Peugeot diz que não, explicando que a melhor aerodinâmica permitiu à Magnetti Marelli novo mapeamento eletrônico e novas relações da caixa de marchas.

Mille adota motor Fire e segue em frente

A Fiat efetivou o previsto: nomeou o novo motor Fire, 1,0, 8 válvulas, 55 cavalos de potência, como unidade propulsora para mover o Mille, mais antigo dos produtos da marca. Uma reverência a quem completa 18 anos e inaugurou este segmento.

O Mille, íntimo do mercado há tanto tempo, é um caso especial. Com custos, investimento e equipamentos amortizados há longo tempo é, volumetricamente, o terceiro 1,0 mais vendido. 

Com o novo propulsor e alterações menores, como a nova logomarca mundial, a Fiat mantém a crença em sua longevidade. A combinação da carroceria já antiga, mas ainda competente na relação tamanho externo x área interna, com o novo propulsor, mostra resultados interessantes. Com o motor 20 kg mais leve que o anterior, deve ser de agradável sensação. O novo motor privilegia o torque, tornando-o agradável. Também ao bolso, pois diz a Fiat que, de acordo com a norma brasileira de consumo, o Mille Fire faz 14,5 km/litro na cidade.

No rol de atrativos, há boa decoração; o novo engenho; o preço, mantido em R$ 12.500, o menor no país, sólido argumento ao seu sucesso.

Caso especial

Automóveis existem nas mais variadas formulações, marcas e tipos – mesmo nesta época da ditadura da eficiência, da segurança, da redução do consumo, do computador que a todos nivela sem ar