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Jaguar X-Type: a emoção
encontra a lógica

Menor modelo da marca britânica chega
ao Brasil em outubro com grandes pretensões

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação

Roberto NasserA Jaguar tem novo lançamento, o X-Type. É o menor automóvel da marca, concorrente dos Mercedes C, BMW 3 e Audi A4, destinado a clientes com idade a partir dos trinta e muitos anos, independentes, profissionais liberais. Na Inglaterra, na faixa dos 30, aplicações em negócios e frotas. Nos EUA, de maior renda, compradores a partir dos 20. As vendas se iniciaram na Inglaterra. Em dias, nos Estados Unidos da América, maior mercado da marca. Em outubro, Brasil.

Nos mercados mundiais o automóvel existe em duas versões: Sport e SE. A primeira com decoração que se presume ideal para clientes jovens -- a substituição dos cromados pela cor preta ou cor da carroceria; suspensão mais reativa, firme, rodas com aro de 17 polegadas, pneus com perfil 45, câmbio manual de cinco marchas.

A SE é mais refinada em decoração, mantendo os pequenos cromados sobre o pára-choques, a moldura da grade e no teto. E transmissão automática com cinco velocidades à frente. Motores, dois: um de 2,5 litros e vivazes 194 cv de potência a 6.800 rpm. O outro, 3,0 litros, expele 231 cv. Ambos são V6 e com 24 válvulas. 

O pequeno felino

Os engenhos, diz a Jaguar, derivam da família AJ6, da versão menos potente do S-Type, modelo imediatamente superior. É um bom trabalho sobre o motor do Ford Mondeo -- bloco, virabrequim, bielas -- e a Jaguar criou o cabeçote com duas bancadas, quatro eixos de comando para rotações elevadas e ares esportivos.

O que o diferencia dos concorrentes, nestes tempos de mecânicas assemelhadas, é a tração permanente nas quatro rodas. Em países com estações de gelo e neve oferece dirigibilidade e segurança. Aqui será oferecedor de estabilidade nunca vista num sedã com tração em duas rodas.

Grandes pretensões

O X-Type é o menor da Jaguar. Os planos, entretanto, são os maiores. Com ele a Jaguar quer duplicar as vendas da marca para o próximo exercício. Neste quer emitir 40 mil notas fiscais. Otimismo infrene? Jonathan Browning, diretor geral, diz que não, lembrando que a Jaguar tem, no Reino Unido, segundo mercado da marca, 4.000 sinais efetivados, arrancada pouco vista.

A companhia tem mantido recente história de sucesso de vendas, sem precedente, praticamente duplicando os números de produção a cada lançamento. Quer vender 200 mil Jaguares mundo afora.

A Jaguar, hoje controlada e dirigida pela Ford, aponta em três vertentes para o alvo: participação num setor que complementa sua linha -- nunca a Jaguar competiu em quarto segmentos de mercado; na diferenciação por soluções mecânicas e eletrônicas; pela expansão da rede distribuidora -- a Jaguar tem ampliado a rede, e no caso do Brasil criou superintendência para gerir América do Sul e Caribe, a partir da fábrica Ford em São Bernardo do Campo, SP.

Para competir num segmento onde os compradores tabulam dados, o Jaguar X-Type ultrapassa, em aparatos, a exigências do órgão segurador inglês; projeta a menor manutenção entre os concorrentes; e valor residual de 52% em relação a um novo, ao final de três anos e 60 mil quilômetros de uso, números elevados na Europa e EUA.

Aqui

A Jaguar Cars do Brasil, diz Stephen Gitter, inglês que a dirige, trará apenas a versão SE, em função da idade superior dos compradores, que exigirá a tradição identificada à marca: revestimento em couro, laminados de olho-de-passarinho. A motorização será opcional. Porém interessados na versão Sport serão atendidos sob encomenda.

A pretensão é vender 300 unidades/ano do X-Type, mas o regrador do mercado é o dólar. Maior, menores vendas. Menor, ao contrário. Aqui acenará com produto em preço competitivo; formulação mecânica exclusiva; e pela maior garantia: três anos e quilometragem livre. Preços: versão SE, motor 2.5, projetados R$ 135.000. Motor 3.0, R$ 150.000.

Antigos têm festa e lançamento de selos

Encerra-se domingo o XV Encontro Nacional de Automóveis Antigos, na estância hidromineral de São Lourenço, MG. É o maior dos encontros de âmbito nacional; tornou-se o primeiro evento brasileiro a constar do calendário da FIVA, a federação internacional de veículos antigos, que enviará comissão visitante para saber a quantas anda o antigomobilismo brasileiro, e os veículos nacionais, desconhecidos no exterior.

Efetivado pelo Veteran Car Club de Minas Gerais, acolhe colecionadores de boa parte dos estados brasileiros. Será o primeiro encontro a adotar o novo critério de julgamento adotado pela entidade internacional, para a escolha dos melhores veículos, valorizando o estado de conservação do veículo original, em nível superior aos que foram restaurados ou recuperados. 

Na prática, para utilizar frase sintética da Fundação Memória do Transporte, de Brasília, e que há anos se batia pela adoção deste critério, vendo, com surpresa, sua adoção por entidade mundial, "mais vale a pátina do tempo que uma pintura nova e brilhante". A premiação em eventos sérios e conceitos claros para julgamento valoriza os carros escolhidos como os melhores.

Outro destaque: pela primeira vez dois museus de automóveis lá exporão parte de seu acervo. São o Museu do Automóvel de S. Paulo e o da Universidade Luterana do Brasil, de Canoas, RS. Com o maior acervo do país, estimado em 500 veículos antigos. 

Selos

O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, lançou nova coleção de selos da ECT. Seis modelos diferentes, abordando do Romi-Isetta ao Simca Chambord. A ECT está presente com o Ford modelo A, de 1928, que pertenceu ao marechal Rondon, e que estava em seu museu em Brasília. Continua

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