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Motos do Passado

Duas rodas, seis cilindros

Grandes, sofisticadas e velozes, estas Benelli, Kawasaki e
Honda foram exclusivas em sua configuração de motor

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Pronuncie as palavras "seis cilindros" entre alguns motoristas e você notará seu imediato interesse. Quando se trata de motociclistas, então, a curiosidade é certa: como seriam essas supermotos que deixariam, à época, uma portentosa Honda CB 750 parecendo uma moto para iniciantes?

A primeira moto de rua com seis cilindros -- pois já haviam sido utilizados em competição -- surgiu em outubro de 1972, não das mãos dos japoneses, mas dos italianos: a Benelli Sei (seis no idioma local). A marca havia sido absorvida naquele ano pelo grupo De Tomaso, então em seus melhores dias, que lhe estava impondo um ritmo de evolução a passos largos.

O pioneirismo da italiana Benelli: a Sei 750 era pouco mais potente que uma CB 750, mas os seis cilindros se justificavam pelo generoso torque de 7 m.kgf

A casa de Pesaro definiu a cilindrada de 750 cm3, resultando em pequenos cilindros de 125 cm3 cada. A potência era pouco superior à da CB 750 da época -- 76 cv a 9.000 rpm --, mas o generoso torque de 7 m.kgf a 6.850 rpm justificava os cilindros a mais. Com três carburadores Dell'Orto, câmbio de cinco marchas, partida elétrica, três saídas de escapamento em cada lado e 220 kg de peso, a Sei alcançava quase 200 km/h.

A moto exibia elegância, graças à participação em seu desenho dos estúdios italianos Ghia e Vignale, também adquiridos pela De Tomaso. O freio dianteiro a duplo disco (de 300 mm) era da Brembo, empresa de Milão já famosa no setor de automóveis, mas ainda não no de motocicletas; o traseiro era a tambor. A preocupação da Benelli em não deixar que o motor ultrapassasse a largura usual das pernas do piloto resultou em um comprimento de 80 cm à altura do virabrequim.

Com estilo dos estúdios Ghia e Vignale e freios Brembo, a Sei 750 agradava aos olhos e cativava o piloto

A CBX 1000   Depois de fixar um marco na história da motocicleta com a CB 750, em 1969, a Honda estava perdendo terreno para novas iniciativas. Havia a Z1 900 da Kawasaki, de 1972, e a Benelli Sei. O final da década previa outra safra de motos de alt