Mais abusada do que nunca

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Quase 10 anos depois, a Suzuki reformula a Hayabusa
e leva seu motor de 1,3 litro para perto de 200 cv

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
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Os fãs de supermotos estão acostumados — ao contrário dos que acompanham supercarros — a ver remodelações freqüentes, em que dois anos parecem tempo suficiente para o projeto ser extensamente revisto. Mas há motos que rompem esse hábito, como a GSX 1300 R Hayabusa da Suzuki. A versão lançada em 1998 recebeu apenas modificações sutis até que, no ano passado, fosse lançada uma geração toda nova para a linha 2008.

Ao olhar para a nova "Busa", a sensação pode ser a de ver o antigo modelo. Permanecem lá as formas imponentes e arredondadas, com o grande farol (com um refletor elipsoidal embaixo e um de superfície complexa acima dele) que simula um olhar agressivo e o ideograma em japonês na carenagem. Na verdade, todos os componentes visuais são inéditos e refletem um cuidadoso estudo aerodinâmico, que inclui posição de pilotar mais inclinada à frente e banco rebaixado em 17 mm.

Ao contrário de outras marcas, que têm aplicado mostradores digitais com freqüência, a Suzuki manteve o painel analógico na Hayabusa, mais fácil de ler em alta velocidade. Apenas relógio, indicador de marcha e do modo de condução são digitais. A graduação do velocímetro até 300 km/h mostra que esta não é uma moto qualquer...

O seletor de modo de condução, Suzuki Drive Mode Selector (S-DMS), é outra novidade, embora já conhecida da GSX-R 1000. Um comando junto à mão direita permite a escolha entre três mapeamentos para a central eletrônica, de modo a adaptar as respostas do acelerador ao tipo de uso do momento. O primeiro modo é o desempenho máximo, no qual o seletor está quando se dá a partida; o segundo busca suavidade na entrega da potência, mas reduz ligeiramente seu valor máximo; e o terceiro destina-se a superfícies de baixa aderência, em que a potência disponível é bem menor e fornecida com linearidade.

O motor de quatro cilindros em linha e 16 válvulas tem várias alterações: cilindrada aumentada de 1.299 para 1.340 cm³, pistões forjados mais leves e resistentes, taxa de compressão elevada de 11,5:1 para 12,5:1, válvulas de admissão e de escapamento em titânio, novas borboletas de aceleração, dois injetores de combustível por cilindro. O resultado foi um ganho de potência de 173 para 194 cv e de torque máximo de 14,1 para 15,7 m.kgf. Apesar do peso expressivo de 220 kg a seco, podem-se esperar números impressionantes de aceleração e velocidade máxima.

Com quase a mesma distância entre eixos da anterior, a parte ciclística inclui quadro mais leve e amortecedor de direção. As suspensões usam garfo invertido Kayaba e amortecedor traseiro KYB e nos freios, apesar da redução de diâmetro dos discos à frente de 320 para 310 mm, a adoção de pinças Tokico de montagem radial garante maior eficiência.

A Hayabusa está mesmo mais abusada do que nunca. Mais fotos

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Data de publicação: 11/3/08

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