Evolução certeira

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O Peugeot 308 melhorou onde o 307 mais precisava: saiba
como ele se saiu em 30 dias de avaliação com a equipe

Texto e fotos: Roberto Agresti

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Desenho agradável, boa desenvoltura e grande estabilidade: pontos a favor do 308 apontados por vários motoristas nesses 4.500 km de teste


 

 

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O interior mostrou acabamento cuidadoso e ampla dotação de itens de conveniência; no motor 1,6 aprovamos o novo sistema de partida a frio

Inconveniente: solto pelas raspadas no solo, o defletor do para-choque impôs dificuldade de recolocação e obrigou a um improviso com arame

Atualização final - 16/6/12

Acabou bem o período de avaliação do Peugeot 308 Allure 1,6 de Um Mês ao Volante.  Branco como manda a moda, nosso companheiro de um mês teve como um dos pontos altos sua presença (allure, em francês) derivada do agradável desenho da carroceria, bem destacada pela cor em voga. Chamativo, mas elegante, como bem destacou uma motorista que nessa semana derradeira se juntou à dezena de colaboradores que usaram o 308 nesses 30 dias.

Regina Garjulli rodou cerca de 350 quilômetros, parte em estrada, parte na cidade. Conhecedora e admiradora de Peugeots de outros tempos — teve um 306 XS 1,6 de 1994 até 1999 —, identificou no 308 elementos que a agradavam em seu pequeno francês, "genuinamente francês", frisa ela, lembrando que seu 306 foi um dos primeiros modelos da marca importados da Europa para o Brasil nos anos 90.

"Estava em um shopping e vi o 306 exposto. Ele me encantou pelo estilo. Gostei muito também do acabamento. Imaginava trocar meu Gol por outro, mas aquele 306 não me saía da cabeça. Verifiquei que o Peugeot custaria tanto quanto o Gol que pretendia comprar, mas tinha medo por causa da manutenção. Tomei coragem e não me arrependi: nunca tive problemas e o vendi a um amigo que ficou com ele até bem pouco tempo atrás, também feliz. Esse 308 me lembra meu antigo carro em aspectos bons como o acabamento e a maciez dos comandos. É um carro gostoso de dirigir, silencioso e confortável", ela conta.

Regina percorreu rodovias boas, de velocidade máxima de 120 km/h, e usou o 308 na cidade em horários menos congestionados, quase sempre em trajetos com boa fluidez. O resultado se viu na hora do abastecimento: 11,7 km/l de gasolina. "Ao pegar o 308 fui até Sorocaba e voltei. Chegando a São Paulo, o computador de bordo mostrava 14,3 km/l, o que considerei ótimo. Era um dia frio, não usei ar-condicionado e nem abusei do acelerador, mas também não fiquei me arrastando na rodovia. Certamente meu carro, um Mercedes-Benz A 190 automático, não conseguiria esse rendimento", compara.

O espaço interno foi outro ponto comentado por Regina: "Na frente, é uma maravilha. O painel sóbrio, o para-brisa grande e os bancos razoavelmente confortáveis ajudam motorista e passageiro a se sentirem muito bem. Atrás o espaço para os pés não é lá essas coisas, mas dois adultos não sofrem e uma boa característica é o teto ser alto. Sentei atrás e minha cabeça ficou bem longe do forro", disse a colaboradora, que tem 1,76 metro de estatura. O porta-malas e o porta-luvas foram aprovados, assim como os porta-objetos do console, mas Regina preferiria que o apoio de braço entre os bancos dianteiros fosse como em seu Classe A — um compartimento onde guardar documentos, chaves, etc.

Em vias de substituir seu Mercedes, a motorista sofre por não individuar nada que a agrade que custe menos de R$ 60 mil e lhe ofereça o mesmo padrão de equipamento e desempenho. "mas esse Peugeot me fez pensar nele como alternativa. Apesar de ser um carro maior do que gostaria, de não ter câmbio automático nessa versão e nem ser tão rápido, é agradável de ser dirigido, não cansa. Confesso que o preço desse 308, comparado com o que ele oferece, me soa bem justo".

Então, tudo são flores para a colaboradora? Quase tudo. Regina verificou que entre 306 e 308 há um infeliz ponto em comum: a frente raspa nas inúmeras valetas da cidade de São Paulo. "Em menos de um mês, meu 306 estava com a frente toda ralada. O 308 também adora esfregar a frente em valetas, lombadas e entradas de garagem. E em uma delas uma borracha de acabamento ficou pendurada, algo desagradável e que não deveria acontecer", relata.

A motorista se refere ao defletor do para-choque dianteiro, já citado aqui, que nos obrigou a uma improvisação para fixá-lo já que, em vez de parafusos, usa grampos. Uma vez soltos, é necessário improvisar ou ir para a concessionária, coisa que não nos pareceu o caso nesse fim de percurso. Além disso, o que faria a concessionária? Em tese deveria fixar o componente de acordo com o padrão de fábrica, o que já verificamos que não funciona, ao menos em uma cidade como a capital paulista, plena de desníveis. Cabe à Peugeot rever a fixação do componente, algo que nos parece uma má herança do 307.

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Data de publicação: 16/6/12

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