Minivan, mas máxi em conforto

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Levar a família em um ambiente agradável e seguro é a proposta da
Citroën C4 Picasso, que mostrou em 30 dias o que oferece de fato

Texto e fotos: Roberto Agresti

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Final

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Painel em posição central, volante com muitos comandos, alavancas não usuais: Alberto Trivellato não aprovou algumas soluções da Citroën

Na oficina, ele apontou bons detalhes na C4 Picasso, como carenagem inferior (no centro) e uso de braços fundidos na suspensão dianteira

Atualização final - 17/9/11

A semana de despedida da Citroën C4 Picasso foi toda rodada em cidade, enfrentando o caótico trânsito da capital paulista, o que provocou a pior média de consumo durante todo o mês, 5,5 km/l. Em uma das tardes, assumiu o volante Alberto Trivellato, nosso consultor da oficina Suspentécnica, que mais uma vez nos deu seu abalizado parecer técnico. É um ponto de vista de quem convive diariamente com carros, em especial com seus problemas e características menos positivas.

Alberto ronda a minivan e confessa não ser um grande fã da "créative technologie" — como a Citroën anuncia seu modo de implantar técnicas criativas —, ao menos no que diz respeito a opções como colocar o quadro de instrumentos no centro do painel. Diz ele: "Não adianta querer inventar. O melhor posicionamento é diante dos olhos, atrás do volante. Também questiono a quantidade de informações e a forma com a qual elas são apresentadas".

Assumindo o posto de comando, move o volante e o banco tentando ajustar a posição do motorista a suas exigências. A análise do que vê diante de si — o volante de cubo fixo pleno de controles — o faz prosseguir em sua consideração: "Sei que está tudo à mão, mas esses controles, como o da alavanca de câmbio e do freio de estacionamento, fogem demais ao padrão da esmagadora maioria dos carros. Isso pode ser um dos fatores de atração para os fãs da marca, mas para mim trata-se, na maioria dos casos, de fazer diferente por fazer diferente".

Ao apontar para o amplo porta-objetos que há diante do motorista, onde ele considera que deveria estar o quadro de instrumentos, reflete: "Esse compartimento é ótimo, útil mesmo, mas não poderia estar no centro do painel em vez de diante do motorista? E esse freio de mão? Ok, não ocupa espaço, mas garanto que tem gente que entra no carro e demora muito até encontrá-lo".

O colaborador acelera e parte para seu giro, que começa em pequenas ruas de pavimentação péssima no entorno de sua oficina, no bairro da Vila Olímpia. De cara ele franze a testa ao ouvir os "tuc-tuc-tuc" da suspensão da C4 Picasso, e comenta serem devidos ao ajuste do conjunto mola-amortecedor, firme demais, e a pneus que não colaboram para a absorção de irregularidades: "Os pneus são bons, mas o perfil 50 em aro 17, a pressão exigida para eles e a rigidez das suspensões, para evitar que um carro alto e pesado como esse se incline demais, dá nisso. É um acerto bom para piso europeu, mas aqui, nesse chão ruim, passa demais o trabalho da suspensão para dentro do carro".

A chegada a uma avenida com trânsito mais livre dá a chance de acelerar fundo, e a resposta do motor da C4 Picasso não entusiasma Alberto, que ainda percebe certo retardo ao tirar o pé do fundo — o carro prossegue acelerado por um espaço de tempo ínfimo, mas indevido. Todavia, mantendo a velocidade de 90 km/h por um pequeno espaço de tempo, o motorista percebe a boa insonorização, devida aos vidros acústicos, que deixam boa parte do barulho de fora: "Não são como os vidros dos carros de luxo, mais grossos e elaborados, mas atuam razoavelmente bem".

Na hora de frear, a C4 Picasso marca bons pontos como o motorista, que elogia a potência de frenagem, apesar de tecer uma leve crítica à progressão do pedal: ele o considera ligeiramente mais sensível que o ideal. E ainda comenta que sentiu a frenagem privilegiar as rodas traseiras em um primeiro momento para, depois, atuar com mais força nas dianteiras, o que considera correto nesse tipo de carro, alto, volumoso e relativamente pesado.

O giro prossegue e a C4 Picasso merece comentários com relação à caixa automática, pois Alberto nota uma hesitação ao rodar em avenida plana mantendo entre 70 e 90 km/h: "O câmbio fica indeciso entre terceira e quarta. Em menos de 100 metros, mudou de marcha umas três ou quatro vezes, e isso não é ideal. Uma caixa com gerenciamento eletrônico mais moderno e mais marchas não faria isso, acredito". Continua

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Data de publicação: 17/9/11

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