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Primeiro patamar da linha Audi, o A1  —  modesto no tamanho,
grande na tecnologia — submeteu-se a 30 dias de avaliação

Texto e fotos: Roberto Agresti

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Final

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Carga completa, chuva e muitas curvas no percurso do último fim de semana do A1 conosco, no qual registrou seu melhor consumo médio

 
 

Foto: Paulo de Araújo
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Depois de 4.850 km nas mãos de 10 motoristas, uma certeza: a Audi fez um carro compacto que empolga quem dirige -- e vai deixar saudades

Atualização final - 17/4/12

Com uma viagem a Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, o Audi A1 encerrou sua "missão" entre a equipe de Um Mês ao Volante  — que certamente terá saudades do vermelhíssimo compacto alemão.

O caminho que separa São Paulo de Ubatuba é um dos percursos-padrão dessa avaliação do Best Cars, percorrido com 100% dos carros que passaram por nossas mãos desde que iniciamos a saga de Um Mês  com o Palio ELX Dualogic, em maio de 2010. E nesse campo de provas muito conhecido o A1 deu provas concretas de sua versatilidade, tendo de arcar com a tarefa de transportar uma família composta de casal e duas crianças e suas bagagens.

Possivelmente a maioria dos proprietários de A1 no Brasil jamais o submeterá a uma "carga plena" como a dessa viagem, que não só viu o pequeno porta-malas ser abarrotado de bagagem, como nos obrigou a ocupar o espaço entre os dois bancos traseiros com uma grande bolsa. E nessas condições vieram duas certezas. Uma, de que o A1 cumpriu a missão com competência e, mesmo pesado, não obrigou o motorista a cuidados adicionais para superar as muitas lombadas do trecho litorâneo, entre Caraguatatuba e o destino, assim como percorreu 700 metros de fora-de-estrada leve sem jamais tocar no solo com outra parte que não fossem os pneus.

A outra certeza foi de que esse é um carro bastante econômico quando dirigido em condições normais — seguindo o tráfego, sem explorar o saudável desempenho oferecido pelo motor turbo de 1,4 litro. O A1 registrou seu recorde de baixo consumo para o percurso de ida (220 quilômetros), dos quais algo como 20 km foram gastos em trecho urbano, com a excepcional marca de 15,2 km/l de gasolina. Marca essa obtida sem que o motorista abdicasse nem dos limites máximos das rodovias percorridas, nem do ar-condicionado ligado durante todo o percurso, que inclusive teve chuva em seu terço final.

Em viagens anteriores realizadas nesse mesmo percurso, jamais conseguimos ver nada melhor que 14 km/l, o que ratifica a tecnologia empregada nesse motor, na qual se destacam alguns itens. O primeiro deles é a moderna alimentação TFSI, com injeção direta, que oferece um melhor aproveitamento da mistura ar-combustível injetada sob alta pressão diretamente nas câmaras de combustão.

Outra "pérola" técnica desse Audi é o câmbio automatizado S-Tronic de sete marchas e dupla embreagem, capaz de conciliar o conforto do câmbio automático tradicional com uma eficiência superior até mesmo à da caixa manual. Motor eficiente, transmissão idem, pequena área frontal, capricho aerodinâmico — e o resultado só poderia ser um consumo parco, mesmo bebendo nossa gasolina aditivada, de 95 octanas RON. Arriscamos que esses 15,2 km/l poderiam ser mais de 16 km/l se o A1 estivesse abastecido com uma gasolina premium (98 octanas) ou com a Podium da Petrobras (102).

Sobre o tema, vale comentar que logo no início do teste consultamos a Audi sobre que gasolina usar no A1, uma vez que junto ao manual do proprietário encontramos folheto divulgando a gasolina BR Podium. A resposta foi que poderíamos usar qualquer uma delas sem problema, mas que o máximo da eficácia (em termos de potência e economia) só seria alcançada com gasolina de alta octanagem como as citadas. Contudo, mesmo usando a aditivada, jamais verificamos as indesejadas detonações, pelo que optamos por manter o teste com ela.

Voltando ao fim de semana praiano, necessário ressaltar que o comentário positivo sobre o A1 em regime de plena carga não implica imaginar que os passageiros do banco traseiro estavam confortáveis: as duas crianças de cerca de 10 anos de idade reclamaram do assento duro... Todavia, essa foi a única nota negativa da viagem. Já a volta, serra do mar acima, não teve (como de hábito) estrada livre como na descida.

   

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Data de publicação: 17/4/12

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