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Esportivo engravatado

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Há quase cinco anos no mercado, o VW Jetta apresenta grande
presença entre os usados, mas a manutenção pode pesar no bolso

Texto: Luiz Fernando Wernz - Fotos: Fabrício Samahá (sedã azul) e divulgação

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Derivado da quinta geração do Golf, o Jetta veio ao Brasil em 2006 em acabamento único e com motor de cinco cilindros, 2,5 litros e 150 cv

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O interior refinado trazia bom conteúdo de série, sobretudo em itens de segurança; o câmbio automático Tiptronic de seis marchas era padrão

O mercado de sedãs médios começou a ficar mais agitado na metade da década passada. Antes um tanto morno, o segmento passou a chamar mais atenção em 2006 com os lançamentos do Honda Civic, do Ford Fusion e do Renault Mégane, precedidos no ano anterior pelo Chevrolet Vectra. A Volkswagen não quis ficar de fora da onda de renovação e, em julho de 2006, passou a importar do México a quinta geração do Jetta.
 
O modelo já era vendido no Brasil desde 2001, também importado do México, em sua quarta geração, mas batizado de Bora — versão que a Volkswagen continuou a importar até dezembro de 2010, como opção mais barata e de menor porte ao novo carro. Apesar do parentesco, o Jetta de quinta geração (lançado na Europa em 2005, dois anos após o Golf do qual era derivado) não se parecia em quase nada com seu antecessor, a começar pelo porte mais avantajado e pelo conjunto mecânico. Inicialmente importado em versão única, o Jetta contava com um propulsor de cinco cilindros, 2,5 litros e 20 válvulas.

A lista de equipamentos de série era extensa, oferecendo controles de tração e de estabilidade, freios antitravamento (ABS), bolsas infláveis dianteiras e laterais na frente, bolsas do tipo cortina, ar-condicionado automático de duas zonas, ajustes de altura e lombar para os bancos dianteiros, regulagem do volante em altura e distância, encostos de cabeça e cintos de três pontos para todos os ocupantes, alarme com controle a distância, computador de bordo, controle automático de velocidade, comandos de áudio no volante, sistema de áudio com rádio/CD/MP3 e rodas de alumínio de 16 pol.

Como opcionais só havia o revestimento interno em couro com aquecimento dos bancos, oferecido em tons escuros e claros, como o bege; teto solar com comando elétrico, faróis com lâmpadas de xenônio tanto no facho alto como no baixo (incluindo faróis do tipo elipsoidal e lavadores), sensores de estacionamento traseiros, cortina de proteção solar traseira e rodas de alumínio de 17 pol. O câmbio automático Tiptronic de seis marchas, com opção de trocas manuais pela alavanca, era o único disponível.

O Jetta apresentava bom desempenho com seu propulsor inicial, mas a baixa potência específica (apenas 60 cv/litro) indicava baixo aproveitamento do motor. Assim, em outubro de 2007 a Volkswagen apresentava o modelo 2008 com nova programação da central eletrônica e mudanças no coletor de admissão para otimizar o fluxo de ar. O sedã passou a contar com mais 20 cv (de 150 para 170 cv) e a apresentar mais vigor em rotações mais altas, mas não houve alteração estética além de máscaras escuras nos faróis.

Em abril de 2008 vinha mais uma integrante da família Jetta, a perua Variant. Única representante de sua categoria, era idêntica ao sedã até a coluna central. Além dos itens de série já usuais, oferecia rodas de 17 pol e revestimento interno em couro. Como opcionais exclusivos, incluía acionamento automático dos faróis e limpador do pára-brisa, retrovisor interno fotocrômico e teto solar panorâmico, com acionamento elétrico, dividido em duas seções: a primeira levantava apenas a parte posterior ou se abria por inteiro, correndo sobre a segunda porção de vidro. Internamente havia uma persiana, também com acionamento elétrico.

A linha Jetta passou o ano de 2009 sem nenhuma novidade, mas em março de 2010 a perua Variant recebeu uma nova frente, com grade, para-choque, faróis e capô remodelados, adequando-se à identidade da sexta geração do Golf alemão, do qual a linha Jetta deriva. As maiores mudanças ocorreram no interior, agora diferente do sedã.

O painel foi redesenhado, com a seção central — que concentra os controles do áudio e do ar-condicionado — apresentando maior harmonia com o console; o quadro de instrumentos foi revisto, com o velocímetro e o conta-giros em dois módulos destacados do restante; passou-se a adotar o volante esportivo com controles do sistema de áudio e telefone celular do Passat CC e o rádio/CD/MP3 também foi renovado, com uma tela de 6,5 pol sensível ao toque que também exibia ajustes do ar-condicionado. Continua

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Data de publicação: 21/6/11

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