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O Vectra que cabe no bolso

Com ótima satisfação dos donos, a primeira geração desse
modelo da Chevrolet vem bem-equipada e custa pouco

Texto: Alberto Polo Jr. - Fotos: Renato Araújo

O nome Vectra sempre foi forte na cabeça do consumidor brasileiro. A terceira geração, lançada em outubro último, mantém o prestígio da segunda e foi muito bem recebida pelo mercado. Porém, quem não dispõe dos mais de R$ 60.000 que custa o zero-quilômetro também pode ter um: a primeira geração. Sua oferta no mercado de usado é razoável e os preços começam em R$ 12.000.

O Opel Vectra chegou ao mercado europeu em 1988, como substituto do Ascona, correspondente a nosso Monza. Com linhas arredondadas, era bem moderno em comparação ao antecessor e tinha um ótimo coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,29. Por lá, contava com carrocerias sedã de quatro portas e hatchback de cinco.

No Brasil, em 1993, a General Motors preferiu não fazer como a Opel. O Vectra chegou ao mercado em um segmento superior ao do Monza, que, embora defasado, ainda tinha boas vendas e imagem entre seus consumidores. Com 35% de peças importadas, incluídos painéis da carroceria, o novo Checrolet chegava apenas na configuração sedã (leia história).

O Vectra nacional foi lançado em três versões. A mais simples era a GLS, já bem-equipada com ar-condicionado, direção assistida, vidros, travas e retrovisores com controle elétrico e rodas de alumínio de 14 pol, entre outros. A versão luxuosa, CD, adicionava pára-choques pintados na cor da carroceria, lanternas traseiras com extensão na tampa do porta-malas, bancos com revestimento aveludado e ajuste lombar para o do motorista, computador de bordo e acabamento em plástico imitando madeira. Como opcionais, freios com sistema antitravamento (ABS), teto solar, revestimento em couro e câmbio automático de quatro marchas.

Em ambas o motor era um velho conhecido: o Família II já utilizado nas linhas Monza, Kadett e Omega, com 2,0 litros e potência de 116 cv. O topo da linha Vectra era o esportivo GSi. Seu maior destaque era o motor 2,0 de 16 válvulas com duplo comando, injeção seqüencial e escapamento 4-em-2 de aço inoxidável, entre outras evoluções capazes de gerar 150 cv. Os visual era de bom gosto, com rodas de 15 pol, faróis de neblina e discretas saias laterais e defletor traseiro. O pacote de equipamentos adicionava freios ABS de série.

Mesmo com bom conjunto, o Vectra sofria com o baixo índice de nacionalização de componentes. Seu preço ficava muito próximo ao do Omega, carro visivelmente mais espaçoso, e de alguns importados — e acima de concorrentes como o Fiat Tempra e a dupla VW Santana/Ford Versailles. Continua

A versão GLS já trazia os itens mais desejados, assim como bom acabamento e espaço interno bem adequado

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Data de publicação: 28/1/06

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