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Tipo bem-aceito

Apesar do passado "queimado" pelos incêndios, o
Fiat Tipo é bem visto no mercado de usados

Texto: Alberto Polo Jr. - Fotos: Renato Araújo

Um hatchback espaçoso, bem equipado, com preço de carro popular e bem aceito no mercado. A definição encaixa-se bem ao Fiat Tipo. Depois por passar por alguns problemas de incêndio, o carro viu seu preço despencar. Hoje estabilizado e com os defeitos sanados, é uma boa opção entre os médios-pequenos usados de sua faixa de preço, que começa em R$ 8.000.

A história do Tipo no Brasil é um caso singular: foi do "céu ao inferno" em pouco mais de três anos. Sua importação da Itália, onde foi lançado em 1988, começou no fim de 1993. Moderno, espaçoso e com preço comparável aos dos nacionais da categoria, logo conquistou o brasileiro, desacostumado a grandes novidades depois de anos de mercado fechado. Chegava em versão única 1.6 i.e, com três portas e logo depois com cinco. Trazia direção assistida de série e podia receber ar-condicionado, vidros e travas com controle elétrico e até teto solar como opcionais. O propulsor 1,6-litro com injeção monoponto rendia 82 cv de potência e o porta-malas podia abrigar 280 litros.

Em 1994 a Fiat passou a trazer a versão SLX, com motor 2,0 de oito válvulas e 109 cv e cinco portas. O pacote de equipamentos era interessante, com ar-condicionado, direção assistida, vidros, travas e retrovisores elétricos, regulagem de altura e apoio lombar no banco do motorista, faróis auxiliares, entre outros. Entre os opcionais estavam rodas de alumínio, freios antitravamento (ABS) e teto solar.

No mesmo ano chegou o mais potente dos Tipos. O 16V — ou Sedicivalvole, como dizia o suporte de placa traseiro — trazia um 2,0 16V de 137 cv, 10 a mais do que o Tempra similar. Oferecido com três portas (poucos cinco-portas chegaram), tinha aspecto esportivo, com saias laterais, frisos vermelhos nos pára-choques, rodas de alumínio de 14 pol, volante revestido em couro e painel completo, incluindo manômetro e termômetro de óleo. O pacote de equipamentos seguia o do SLX.

Com a repentina elevação do imposto de importação de 20% para 70%, em fevereiro de 1995, e o fim da produção na Europa, a Fiat se viu obrigada a produzir o modelo por aqui. Ela não contava, porém, com uma série de incêndios nos 1,6 importados, causados por vazamento em uma mangueira da direção. A imagem do carro literalmente se queimou, mesmo com duas convocações para a solução do problema — a primeira inútil, pois o foco da Fiat era um tubo de ar quente do motor.

O Tipo nacional chegou no início de 1996 em versão única 1.6 mpi, com injeção multiponto e 92 cv. Eram de série direção assistida e vidros e travas com controle elétrico. Continua

Na versão inicial, a 1.6 i.e. vendida de 1993 a 1995, o Tipo já agradava pelo espaço, estabilidade, direção assistida de série e boa oferta de opcionais

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Data de publicação: 8/10/05

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