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Retorno à classe executiva

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Unindo luxo, espaço interno e bom desempenho, a Ford tem no
Fusion o marco de sua volta ao mercado dos grandes sedãs

Texto: Luiz Fernando Wernz - Fotos: divulgação

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Com amplas dimensões e motor de 2,3 litros e 162 cv, o Fusion chegou a preço competitivo aos dos médios nacionais e logo obteve seu lugar

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No interior eram de série seis bolsas infláveis, comandos no volante e bancos revestidos em couro; apenas o teto solar vinha como opcional

Os sedãs de grande porte, com espaço e conforto em doses generosas, já foram a especialidade da Ford no Brasil. Em 1967 ela lançou o elegante Galaxie 500, que durou até 1983 em sua versão Landau. Para tentar preencher a lacuna deixada pelo enorme sedã, a Ford usou o Del Rey (derivado do Corcel II e muito limitado para a tarefa) e, quando este saiu de linha, o Versailles, derivado do Santana, resultado da união entre Ford e Volkswagen nos tempos da Autolatina.

Após duas gerações do Mondeo importado da Bélgica, que não obteve grande sucesso de vendas, a Ford voltou a oferecer, em maio de 2006, um sedã de grande porte para os padrões brasileiros e passou a atender quem não se contentava apenas com modelos médios: o Fusion, produzido no México, de onde vinha ao Brasil recolhendo um Imposto de Importação simbólico por força do acordo comercial entre os dois países.

Inicialmente em versão única, chamada SEL, com motor 2,3-litros de quatro cilindros, 16 válvulas e 162 cv, o Fusion oferecia de série câmbio automático de cinco marchas, seis bolsas infláveis (duas frontais, duas laterais dianteiras e duas cortinas para a área de vidros laterais), revestimento dos bancos em couro, ar-condicionado automático, freios a disco nas quatro rodas com sistema antitravamento (ABS), rodas de 17 pol com pneus 225/50 e sistema de áudio com MP3, CD para seis discos no painel e oito alto-falantes. Os controles no volante atendiam ao som, ao controlador de velocidade e ao ar-condicionado, este um detalhe incomum. O único opcional era o teto solar com comando elétrico.

O Fusion reunia, em conjunto com a vasta lista de equipamentos, espaço interno excelente, proporcionado por suas generosas dimensões (comprimento de 4,83 metros, largura de 1,83 m e distância entre eixos de 2,73 m), e porta-malas de amplos 530 litros. Agregando ainda mais ao conteúdo, em setembro de 2007 o Fusion passou a oferecer sensores traseiros de estacionamento, importantes em um carro de seu porte; monitoramento da pressão dos pneus no painel e abertura das portas com código, por meio de teclas na porta do motorista, típicas dos Fords norte-americanos.

Em maio de 2009 o Fusion sofreu uma extensa reformulação de estilo que, porém, não caracterizou uma nova geração. Na parte externa, a frente foi reformulada e recebeu novos faróis, grade, capô e para-choque, assim como a traseira ganhou novas lanternas, tampa do porta-malas e para-choque. A seção lateral se manteve praticamente intacta.

Outras boas novidades estavam por dentro, com quadro de instrumentos redesenhado e novo sistema de áudio. Exclusivo para a versão V6 ficou o sistema de entretenimento Sync, desenvolvido pela Microsoft, que abrigava rádio/CD/MP3, toca-DVDs, entrada USB para pendrive ou MP3 externo, conexão Bluetooth para celular e disco rígido de 10 Gb para armazenar músicas e fotos, visíveis em uma tela de 8 pol sensível ao toque, instalada no console central. Além disso, o sistema entendia comandos por voz para controlar áudio, celular e ar-condicionado. Infelizmente, a função de navegação por satélite não foi habilitada no Brasil por falta dos mapas digitais.

A mecânica passou a contar com duas opções de motores: o quatro cilindros de 2,5 litros e 173 cv, agora com câmbio automático de seis marchas, e o bem-vindo 3,0-litros de seis cilindros em "V" com 243 cv e caixa similar. Os destaques ficavam para o torque dessa versão, de pujantes 30,8 m.kgf, e para a tração integral permanente. Independente da motorização, a versão continuou intitulada como SEL. Só o câmbio do V6 permitia trocas manuais sequenciais e possuía o sistema Grade Assist, que percebe quando o carro está em declives e reforça o freio-motor com marchas mais baixas.

Ambas as versões ofereciam acabamento interno em couro com costuras claras. Como a estrutura básica do carro se manteve — razão de não se caracterizar uma nova geração —, o espaço interno e porta-malas se mantiveram iguais. Mas houve outros progressos: controle de estabilidade de série, a assistência da direção passou a ser elétrica (hidráulica na primeira edição) e o diâmetro de giro foi reduzido de 12,2 para 11,4 metros, facilitando retornos e manobras. Continua

 

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Data de publicação: 1/3/11

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