Best Cars Web Site
Guia de Compra

Esquecido, mas ainda válido

Clique para ampliar a imagem

Um tanto ofuscado pela concorrência, o Vectra da geração atual
tem seus atributos e consegue um bom índice de satisfação

Texto: Luiz Fernando Wernz - Fotos: divulgação

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Ainda que correspondesse ao Astra europeu, o Vectra estava maior que o antigo; a versão Elegance trazia bom conteúdo de conforto de série

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

O acabamento Elite (também na foto no alto) incluía bancos de couro e câmbio automático de série; de início foi usado um motor de 2,4 litros

O Chevrolet Vectra, sem muito sucesso na primeira geração (de 1993 a 1996), foi o sonho de consumo da classe média em seu segundo modelo, fabricado de 1996 a 2005. O estilo, à época, era arrebatador e o conjunto de suspensões tinha um comportamento tão bom que há quem diga não haver algo comparável até hoje na indústria nacional. Infelizmente não houve substituto para a versão GSi da primeira geração, que unia requinte e esportividade.

Em setembro de 2005 a Chevrolet apresentava uma nova geração do Vectra, baseada no... Astra europeu, do qual era uma versão de três volumes. A diferença é que, por aqui, o nome desse modelo de classe inferior passou a ser Vectra, com a missão de repetir o sucesso obtido pelo anterior. Houve alguns retrocessos em relação ao modelo antigo, pois ele desceu um degrau de categoria. A elogiada suspensão multibraço da traseira foi substituída por outra mais simples, com eixo de torção, menos eficiente. O acabamento acompanhou a involução, com a presença nunca antes vista na linha Vectra de plástico rígido no painel.

Ainda assim, o carro trazia maior espaço interno (em parte pelo aumento da distância entre eixos de 2,64 para 2,70 metros) e motores flexíveis em combustível, que o anterior não chegou a ter. No início, foi oferecido em duas versões: a Elegance, com o bem conhecido motor 2,0-litros de oito válvulas e câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro; e a Elite, com um inédito motor 2,4-litros de 16 válvulas e câmbio automático.

O Elegance já contava com ar-condicionado automático, direção assistida, controle elétrico dos vidros, travas e retrovisores, rodas de alumínio de 16 pol, alarme com ultrassom, banco do motorista com ajuste de altura, banco traseiro bipartido com três apoios de cabeça, volante ajustável em altura e distância, retrovisor interno fotocrômico, faróis de neblina e porta-malas com abertura elétrica. O ponto negativo era a escassez de itens de segurança de série, pois bolsas infláveis frontais e laterais e freios com sistema antitravamento (ABS) eram opcionais, assim como computador de bordo, controlador de velocidade, rádio/CD com controle no volante e limpador de para-brisa automático.

Já a versão Elite trazia de série todos os equipamentos (inclusive os citados opcionais) do Elegance e adicionava revestimento interno em couro, retrovisores retráteis e melhor sistema de áudio, com disqueteira para seis CDs no painel e... toca-fitas. Seus opcionais eram banco do motorista com ajustes elétricos, rodas de 17 pol e teto solar com comando elétrico.

A renovação visual do carro caiu bem naquele tempo, mas era claro que o estilo estava menos inspirado que o da versão anterior quando de seu lançamento, em 1996. Com muitos vincos marcando a carroceria, linha de cintura alta e menor área envidraçada, a robustez era sua mais marcante característica, com a queda suave do teto, aliada à pequena extensão da tampa do porta-malas, conferindo esportividade.

O novo interior acompanhava a renovação externa. O painel agora apresentava um vinco bem ao centro e os instrumentos tinham eficiente iluminação. O Elite apresentava apliques imitando madeira no painel e na parte interna das portas, itens que vinham prateados no Elegance. O sistema de áudio era integrado ao painel e, afinal, havia extensão do ar-condicionado para os passageiros do banco traseiro. O porta-malas aumentava para 526 litros e trazia dobradiças pantográficas, o que melhorava o aproveitamento. Em março de 2007 o tanque de combustível passava de 52 para 58 litros, para atender às críticas de baixa autonomia.

Ao mesmo tempo era lançada a versão mais barata Expression. Com o mesmo motor do Elegance e opção do câmbio automático, mostrava alguns cortes de custos que resultaram no uso de calotas sobre rodas de 15 pol, em vez de rodas de alumínio; ar-condicionado com ajustes manuais, acabamento interno simplificado, com tecidos menos sofisticados e sem os apliques na cor prata; e freios traseiros a tambor. Não havia sistema de áudio, que podia ser aplicado à parte. Um ano depois, o Elite passou a ser oferecido com o motor de 2,0 litros e oito válvulas, sempre com câmbio automático. Continua

 

Avaliações - Página principal - Escreva-nos - Envie por e-mail

Data de publicação: 26/4/11

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados