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Confortável e com um potente V6, o Chevrolet Captiva é boa
opção no segmento, mas as concessionárias são problema

Texto: Luiz Fernando Wernz - Fotos: divulgação

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Motor de 3,6 litros, câmbio de seis marchas e boa dotação em conforto e segurança: atrativos da versão inicial do Captiva, lançada em 2008

 
 
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Para-choques e rodas mais simples, interior menos equipado: a versão Ecotec vinha pouco depois com motor de quatro cilindros e 2,4 litros

Com a revolução dos sul-coreanos e japoneses no mercado de utilitários esporte na segunda metade dos anos 2000, esse mercado mais do que aqueceu — chegou praticamente ao ponto de ebulição. A Hyundai com sua variedade de produtos e publicidade incisiva, a Honda trazendo seu CR-V do México a preços mais convidativos e a Kia apostando alto em relação custo-benefício fizeram a General Motors perceber que tanto Tracker quanto Blazer, seus representantes na categoria, já não cativavam o público. Chegava a hora de se mexer.

A solução veio do México. Lá estava sendo produzido o Captiva, um SUV de porte intermediário, mais urbano que o Blazer, maior e de segmento superior ao do Tracker e muito mais moderno que ambos. Com os incentivos fiscais para carros vindos desse país, o Captiva conseguiu ainda vir por um preço convidativo, desembarcando por aqui em agosto de 2008.

Nessa época, apenas o motor de 3,6 litros e seis cilindros em "V" era oferecido e a versão única chamava-se Sport. Já vinha muito bem-equipada, com seis bolsas infláveis (duas frontais, duas laterais na frente e duas do tipo cortina), controle eletrônico de estabilidade e tração, freios antitravamento (ABS), ar-condicionado automático, banco do motorista com ajuste elétrico de altura e regulagem lombar, controlador de velocidade, rodas de alumínio de 17 pol com pneus 235/60, rádio com CD/MP3 e controles no volante, retrovisor interno fotocrômico, faróis e limpador de para-brisa automáticos e partida remota do motor.

A tração do Captiva básico era dianteira. Outros acessórios só estavam disponíveis ao se escolher a tração integral. Com ela vinham o revestimento interno em couro (que, assim como o tecido, tinha tom bege em carros pretos e cinza e tom cinza para as outras cores de carroceria), aquecimento para os bancos dianteiros e aparelho de áudio para seis CDs no painel.

Com elementos como as saídas de ar nos para-lamas dianteiros e muitas partes cromadas (incluindo as rodas), o Captiva chamava muito a atenção. Por dentro, apresentava bom acabamento, com materiais de qualidade superior à dos usados nos carros nacionais da marca, e detalhes como apliques cromados e freio de estacionamento em forma de manche. Sentia-se, porém, a falta de equipamentos mais do que esperados em um carro dessa categoria, como computador de bordo, sensores de estacionamento e regulagem em distância do volante.

As dimensões externas eram as de um carro médio, com 4,57 metros de comprimento e 2,70 metros de entre-eixos. Assim, o espaço interno era satisfatório nos bancos traseiros. Medido até o teto (o que não é usual), o compartimento de bagagens comportava 821 litros, podendo ser ampliado para 1.586 litros com o banco rebatido. Para transportar objetos longos, o banco do passageiro dianteiro também era rebatível.

O Captiva tinha no desempenho mais uma "arma de sedução". Com potência de 261 cv, o motor V6 trazia acelerações e retomadas vigorosas, melhores do que o de muitos carros chamados de esportivos — e o preço do modelo tornava-o um dos seis-cilindros mais acessíveis do mercado. O câmbio era sempre automático de seis marchas, com opção de trocas manuais pela alavanca seletora.

Pouco depois, em fevereiro de 2009, era lançada uma versão mais simples. Com motor de 2,4 litros, quatro cilindros e quatro válvulas por cilindro, essa versão manteve a nomenclatura Sport, mas com o sufixo Ecotec, e tinha visual simplificado. Sem a pintura da parte inferior dos para-choques e das maçanetas e vários apliques cromados, a aparência era um tanto depreciada. As rodas vinha diferentes, mas ainda de 17 pol.

Por dentro, o Captiva 2,4 perdia o ar-condicionado automático e não oferecia bancos de couro e partida do motor a distância, mas os outros itens de segurança e conveniência do V6 estavam disponíveis. Além do motor — que em nada lembrava o de mesma cilindrada que equipou o Vectra —, outra diferença estava no câmbio com apenas quatro marchas. Na época, as unidades com motor V6 passaram a receber computador de bordo com indicações como consumo médio, autonomia e vida útil do óleo do motor.

Em dezembro de 2009, a linha 2010 do Captiva trazia apenas rodas com novo desenho no V6. A versão de quatro cilindros perdeu a direção com assistência elétrica, passando a contar com a hidráulica. As maiores novidades para a linha foram guardadas pela General Motors para fevereiro de 2011. O motor V6 3,6 foi substituído por uma unidade de 3,0 litros com injeção direta de combustível que, apesar da cilindrada menor, acrescentou 7 cv — com perda discreta de torque —, mas não conseguiu reduziu em muito seu consumo.

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Data de publicação: 24/4/12

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