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Velhinhos bons de mercado

Espaço, conforto e robustez a preço interessante
garantem boa procura por Santana e Quantum

Texto: Alberto Polo Jr. - Edição: Fabrício Samahá - Fotos: Renato Araújo

O Santana estreou no Brasil em 1984, foi reformulado em 1991 e, desde então, pouco mudou. Apesar de sua defasagem tecnológica frente aos concorrentes, é um carro relativamente espaçoso, robusto, potente e de manutenção barata. Portanto, uma boa opção para quem procura um sedã ou perua (Quantum) de maiores dimensões e com bom mercado. Seus preços partem dos R$ 7.500 e o carro deve continuar em linha enquanto houver mercado.

O modelo que chegou por aqui em 1984 nada mais era do que a segunda geração do Passat, em produção desde 1974. Santana e Passat conviveram por quatro anos, até que este último saiu de linha. Em 1991, o Santana e a Quantum passaram por uma ampla reestilização, ganhando traços próximos aos de seu correspondente alemão. As linhas ficaram arredondadas, com frente em cunha e traseira alta. As calhas no teto foram aposentadas e o interior ganhou um painel mais moderno e arredondado.

Reformulado em 1991, o Santana assumiu estilo inspirado no Passat alemão da época

As versões eram CL (básica, motor 1,8 de 92 cv), GL (intermediária, com 2,0 de 105 cv), ambos carburados, e GLS, a topo de gama, com motor 2,0 carburado e opção por injeção multiponto (114 cv). Todas com duas portas somente. A CL e a GL eram muito parecidas — as principais diferenças estavam no interior, mais caprichado na intermediária. A GLS trazia um prolongamento nas lanternas traseiras e faróis auxiliares. Todas contavam com rodas de 14 pol — as de alumínio eram opcionais na GL e de série na GLS.

Em 1992 chegavam o quatro-portas, freios antitravamento ABS opcionais (primeiro nacional com o equipamento) e a Quantum reestilizada, com as mesmas versões e motorizações. Em 1993, pára-choques na cor da carroceria, teto solar opcional e a série especial Santana Sport; em 1994, novas rodas e carburador eletrônico para CL e GL. Só em 1995 vinha a injeção para toda a linha, solução tardia, e em 1996 uma nova grade inspirada no Passat e pára-choques pintados no CLi.

A versão CLi: simples por fora e por dentro, com o motor 1,8 a injeção de 99 cv

Em 1997 as versões passavam a 1.8 Mi, 2000 Mi (básicos), Evidence (considerada esportiva pela VW, com spoiler traseiro e volante do Gol GTI) e Exclusiv (de topo), além da série especial Quantum Family. Em 1998 os pára-choques e lanternas eram modificados e os quebra-ventos aposentados. Um ano mais tarde os opcionais passavam a ser oferecidos em módulos, com opção entre motor 1,8 e 2,0 e acabamento básico ou Exclusiv. Em 2001 eram inseridos os módulos Comfortline e Sportline e, em 2002, a Quantum era descontinuada.

Espaçoso e confiável   Entre os leitores participantes da seção Teste do Leitor do BCWS, o veterano Santana se destaca pelo espaço interno, conforto, manutenção barata, desempenho, robustez e relação custo-benefício. Continua

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Data de publicação: 13/9/03

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