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Absoluto mesmo usado

Amplo, confortável e de bom desempenho, o Omega
ainda é símbolo de status depois de tantos anos

Texto: Alberto Polo Jr. - Edição: Fabrício Samahá - Fotos: Renato Araújo

O Omega chegou em 1992, com a dura missão de substituir o consagrado e admirado Opala, e foi uma espécie de “divisor de águas” da indústria brasileira — moderno e com mais tecnologia que os carros da época, foi considerado por muitos o primeiro carro depois da “era das carroças”.

Não era tão moderno assim — já contava com seis anos de mercado europeu, pois foi lançado em 1986 pela Opel alemã —, mas recursos como tração traseira com moderna suspensão independente, freios antitravamento (ABS), computador de bordo e portas que destravavam em caso de acidente eram raros ou mesmo inéditos em carros nacionais.

Com bom acabamento, espaço sem similar nacional e equipamentos de conforto,
mesmo o GLS 2,0 de 1993 -- modesto em desempenho -- é um grande automóvel

Depois de seis anos de fabricação nacional, o Omega foi descontinuado em 1998 para dar lugar ao atual modelo australiano. Hoje é uma das melhores opções em termos de relação custo-benefício no mercado de carros usados de luxo. Sua maior desvalorização já ocorreu e os preços, estabilizados, variam entre R$ 10 mil (GLS 2,0 1992) e R$ 21 mil (CD 4,1 1998).

O Omega chegou em duas versões: GLS, mais simples e equipada com o motor 2,0-litros do Monza, e a topo de gama CD, que trazia um seis-cilindros em linha alemão com 3,0 litros e 165 cv de potência. Era um digno sucessor do Diplomata 4,1. Ambas as versões traziam de série direção assistida e rodas de 15 pol de alumínio; a CD possuía também ar-condicionado, conjunto elétrico e computador de bordo. Havia teto solar como opcional para as duas, além de painel digital, câmbio automático de quatro marchas e bancos revestidos em couro na CD.

O porta-malas para 520 litros leva a bagagem de toda a família, que viaja em um
sedã de rodar macio e com estabilidade melhor que a de muitos esportivos

Com todos os atributos de um sedã grande — bom espaço interno e porta-malas, conforto, tração traseira e desempenho coerente —, a novidade começou bem no mercado e logo conquistou os consumidores. Em 1993 estreava a perua Suprema. O nível de acabamento era o mesmo do sedã, inclusive as versões. Seu porta-malas acomodava bem a bagagem de uma família. Era um carro perfeito para quem gostava de viajar, assim como sua antecessora, a Caravan. Chegava também o motor 2,0 a álcool de 126 cv.

Novidade em 1994 era a versão básica GL, que economizava nos cromados, adotava rodas de aço com calotas e tinha interior mais simples. Apenas direção assistida era de série. Também nesse ano o Omega teve sua única série especial: batizada de Diamond, um GLS com o motor 3,0 alemão do CD — uma estratégia para acabar com os estoques desta motorização, que seria substituída meses depois.
Continua

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Data de publicação: 19/7/03

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