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Visado por um bom motivo

Mesmo com seguro oneroso, o Golf de quarta geração
é uma excelente opção de carro médio usado

Texto: Alberto Polo Jr. - Fotos: Renato Araújo

Ele é um dos mais visados carros para roubos e furtos, o que faz com que tenha um valor de seguro bastante elevado. Mas por que será que os bandidos tanto gostam do Golf? Porque qualidades não faltam à quarta geração do hatchback médio da Volkswagen, fabricada por aqui desde 1999. Trata-se de uma interessante opção de usado em seu segmento, com boa aceitação no mercado e preço começando em R$ 24.600.

Fabricado desde 1974, o Golf passou a ser importado para cá em 1994. A terceira geração chegou do México até 1998, quando foi substituída pela quarta, importada da Alemanha em três versões. A mais simples era a 1,6, com o motor SR (com bloco em alumínio e coletor de admissão variável), de 101 cv de potência. Trazia de série ar-condicionado, direção assistida, bolsas infláveis frontais, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, alarme com comando na chave, entre outros.

A intermediária 2,0 — com 116 cv — era vendida em um pacote semelhante ao do 1,6, porém adicionava freios antitravamento (ABS) e rodas de 15 pol. Podia receber o pacote Comfortline, com ar-condicionado digital Climatronic, computador de bordo, rodas de alumínio, revestimento em tecido aveludado e, como opcionais, bancos de couro e teto solar. Além do câmbio manual, tinha a opção do automático de quatro marchas.

O esportivo GTi chegava com cinco portas — ao contrário da geração anterior — e motor 1,8 turbo de 20 válvulas, o mesmo do Audi A3. Eram 150 cv, com câmbio manual ou automático. O pacote incluía ar-condicionado Climatronic, direção assistida, bolsas infláveis frontais (as laterais eram opcionais), freios ABS e computador de bordo.

O Golf ganhou nacionalidade brasileira em 1999, quando passou a dividir a linha de produção paranaense da Volkswagen/Audi com o A3. As versões foram mantidas, mas perderam alguns equipamentos. O ar-condicionado passou a ser opcional no 1,6, as bolsas infláveis foram suprimidas (exceto no GTI) e os freios ABS tornaram-se opção no 2,0.

Um ano depois do lançamento do modelo nacional, o GTi passou a ser oferecido com três portas, como convém a um hatch esportivo. No primeiro semestre de 2001, o motor 1,6 SR importado foi substituído pelo nacional EA-111, que mantinha a potência de 101 cv, mas perdia o bloco de alumínio e o coletor variável. Em 2002 o Golf perdia mais equipamentos: o 2,0 deixava de ter ar-condicionado e conjunto elétrico de série. Continua

A versão 1,6-litro, com desempenho razoável, e seu interior: no modelo 1999, ainda importado, os tons eram mais claros do que na versão brasileira

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Data de publicação: 20/11/04

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