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Daqui de cima eu não saio

Embora com satisfação apenas regular entre os donos, o Blazer não
domina o mercado de utilitários esporte médios desde 1996 à toa

Texto: Alberto Polo Jr. - Fotos: Renato Araújo

Primeiro utilitário esporte fabricado no Brasil, é líder desde o lançamento. Credenciais não faltam ao Blazer, da General Motors. Se a aceitação no mercado de novos é assim tão boa, no de usados não poderia ser diferente. O utilitário é muitas vezes difícil de encontrar nas lojas, tamanho seu sucesso. O preço é atraente para um veículo de seu porte: parte de R$ 19,5 mil. O grau de satisfação de seus proprietários, contudo, não é dos mais altos.

O Blazer estreou nos EUA em 1983 como uma derivação do picape S10, lançado um ano antes (leia história). No Brasil, chegou no final de 1995 já em sua segunda geração, lançada um ano antes para os americanos. As linhas da dianteira eram distintas, sendo as do modelo brasileiro mais agradáveis.

Havia duas versões: básica, apenas com direção assistida e freio antitravamento (ABS) nas rodas traseiras, e DLX, que adicionava ar-condicionado, direção assistida, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, pára-choques e moldura da grade na cor da carroceria e rodas de alumínio. Em ambas, o compartimento de bagagem abrigava bons 456 litros.

As duas versões tinham o mesmo motor de quatro cilindros, 2,2 litros e 106 cv, adotado naquele ano no Omega GLS, mas 10 cv menos potente no Blazer (e no S10) em razão da injeção monoponto no lugar da multiponto. No mesmo ano chegava o motor Maxion 2,5-litros turbodiesel de 95 cv. Em abril de 1996 era lançado o V6 de 4,3 litros e 180 cv. O desempenho contido do 2,2 foi substituído por números dignos de um esportivo, com aceleração de 0 a 100 km/h em 10,8 segundos e velocidade máxima limitada a 180 km/h. No segundo semestre vinha o câmbio automático de quatro marchas na versão DLX V6.

Em 1997 a GM adotava um novo eixo traseiro, melhorando o comportamento da suspensão. Podia ser identificado pelas rodas com cinco furos em vez de seis. Na mesma ocasião foi lançada a versão topo Executive, com detalhes em dourado nas rodas, faixas decorativas, interior revestido em couro, assento do motorista com regulagem elétrica e detalhes imitando madeira no console. O motor era o V6 4,3 e havia opção de câmbio automático.

Um ano depois, o Blazer ganhava injeção multiponto no motor 2,2, que passava de 106 para 113 cv. No mesmo ano o V6 recebia opção de tração 4x4 acionada por teclas — inclusive a reduzida — no painel. Em 1999 a dianteira ganhava um pára-choque mais imponente e grade maior. Logo depois chegavam a bolsa inflável para o motorista e o sistema ABS nas quatro rodas para DLX e Executive, como opcionais.

No ano seguinte, o Blazer tinha a suspensão traseira aprimorada e o motor 2,5 turbodiesel era substituído por um MWM Sprint 2,8 de 132 cv. Para a linha 2001 a GM preparou uma ampla reestilização: frente com faróis trapezoidais de superfície complexa, pára-lamas, pára-choques e capô redesenhados, vincos laterais mais pronunciados, lanternas traseiras diferentes. Continua

Versão DLX de 1998: bom espaço e ótimo desempenho com motor V6, mas conforto prejudicado pela suspensão

Na linha 1999 vinha uma renovação do estilo frontal

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Data de publicação: 4/12/04

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