Glossário de termos técnicos

Esta seção pretende esclarecer termos citados em artigos do site, evitando a repetição de seu significado a cada citação. Não é seu objetivo definir todos os incontáveis termos técnicos relacionados ao automóvel.



Injeção de duto único: sistema de injeção direta para motores a diesel que se diferencia do convencional, indireto, por manter o combustível não em uma bomba, mas sim em um depósito, que é o duto único. Deste parte uma ramificação para cada injetor. O principal benefício é que a pressão de trabalho pouco se altera em função da rotação e da carga (abertura de acelerador) do motor; outro, que o sistema permite efetuar múltiplas injeções em um ciclo de trabalho, contra apenas duas dos dispositivos comuns. Em inglês usa-se a expressão common rail.


Injeção de óxido nitroso: popularmente conhecido por nitro, é um sistema de preparação que consiste em injetar um gás, o óxido nitroso (N2O), junto a uma quantidade adicional de combustível no motor. Ao entrar em contato com o calor da câmara de combustão, o N2O se dissocia em oxigênio e nitrogênio. O oxigênio atua então como comburente para o combustível e o nitrogênio resfria a câmara, ajudando a evitar a detonação ou a pré-ignição.


Injeção de óxido nitroso, configuração em coletor úmido:
consiste em colocar o(s) injetor(es) do kit nitro antes da borboleta de admissão. Esta configuração é a mais simples, mas é a de menor eficiência, recomendada para kits com aumento de potência inferior a 120 cv. A expressão coletor úmido deriva do fato de a mistura injetada passar pelo coletor.


Injeção de óxido nitroso, configuração em coletor seco: consiste em colocar os injetores do kit nitro após a borboleta de admissão. Esta configuração é a mais complexa, mas atinge maior eficiência, sendo recomendada para kits com aumento de potência superior a 120 cv.


Injeção direta de gasolina:
sistema que substitui os injetores no coletor de admissão, usuais na injeção indireta, por um sistema similar ao adotado em muitos motores a diesel. Permite trabalhar com mistura ar-combustível mais pobre (com mais ar), em diferentes camadas, a chamada estratificada. As vantagens são aumento de potência e torque e redução de consumo e de emissões poluentes. O sistema requer gasolina com baixo teor de enxofre, indisponível em grande parte dos Estados Unidos, por exemplo.


Injeção monoponto e multiponto: diferenciam-se pelo número de injetores, que é de apenas um no primeiro caso e múltiplo (um por cilindro) no segundo. O sistema multiponto permite melhor controle da mistura ar-combustível, mas custa mais. Por isso houve a opção pelo monoponto em parte dos primeiros modelos com injeção.


Injeção sequencial:
tipo de injeção de combustível multiponto que injeta a mistura em sequência, no exato momento da admissão de cada cilindro (este momento varia ligeiramente, pois os pistões não se movem no mesmo exato momento). Permite ligeiro ganho de potência e redução no consumo se comparada à injeção multiponto simultânea, convencional. No Brasil foi introduzida em 1993, no Vectra GSi 2,0 16V, e hoje equipa todos os motores a gasolina e flexíveis.


Isofix: sistema de fixação para cadeiras infantis que prevê pontos de ancoragem no veículo, em geral no banco traseiro e em alguns casos no dianteiro direito, de modo a dispensar o uso dos cintos como meio de amarração. Diferentes tipos e tamanhos de cadeiras podem ser ancorados nos pontos Isofix. O termo deriva da sigla ISO, International Organization for Standardization.

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