Glossário de termos técnicos

Esta seção pretende esclarecer termos citados em artigos do site, evitando a repetição de seu significado a cada citação. Não é seu objetivo definir todos os incontáveis termos técnicos relacionados ao automóvel.



E85: indica uma formulação de combustível composta por 85% de etanol (álcool etílico, o mesmo usado no Brasil) e 15% de gasolina. Com essa proporção, os motores flexíveis são ligados em tempo frio sem a necessidade de um sistema de partida a frio com gasolina. É o padrão do álcool combustível nos Estados Unidos, como em outros países.


Eixo autodirecional: adotado na suspensão traseira de alguns modelos Peugeot e Citroën, entre outros, faz com que a roda externa à curva assuma posição convergente sob carga, ou seja, vire-se em pequeno ângulo na mesma direção das rodas dianteiras. Previne o sobresterço ou saída de traseira, comportamento de correção mais difícil, pelo motorista comum, que o subesterço ou saída de frente.


Eixo traseiro De Dion: construção para o eixo traseiro rígido em que o diferencial está suspenso e não incluído no próprio eixo, o que reduz a massa não suspensa e melhora o comportamento da suspensão. Foi muito utilizado em carros de alto desempenho nas décadas de 60 e 70, quando suspensões traseiras independentes eram pouco comuns.


Eletroidráulica: tipo de assistência de direção em que a bomba é acionada por um servomotor elétrico, acoplado à coluna de direção, e não mais pelo próprio motor, via correia. Com isso, consome menos energia do motor e torna a assistência independente do regime de giros.


Elipsoidal: refletor de farol composto por inúmeros e pequenos prismas em forma de elipses (daí o nome), que permitem obter grande iluminação e um corte de facho bem definido em um conjunto bastante compacto. Pode ser usado nos faróis principais (ex.: Fiat Brava e Marea) e nos de neblina (ex.: VW Golf), com lâmpadas halógenas ou de xenônio.


Embreagem dupla: sistema adotado em algumas caixas de câmbio manuais automatizadas em que há duas embreagens. A árvore primária de transmissão é dividida em duas seções, uma com as marchas de número par, outra com as ímpares. Enquanto uma das marchas está selecionada e ativa, com sua embreagem acoplada, a transmissão comanda que a marcha seguinte seja selecionada, permanecendo sua embreagem desacoplada. No momento da mudança, esta embreagem se acopla ao mesmo tempo em que a outra (da marcha que está saindo) é desacoplada. Com isso, não é preciso interromper o fornecimento de potência para uma operação suave.

Não confundir este sistema com o procedimento de dupla embreagem ou dupla debreagem, usado em veículos de  caixa manual com engrenagem deslizante (em desuso total) e de engate por luva (ainda em uso) desprovida de sincronizadores. Nesses casos, cabe ao motorista igualar as rotações para uma engrenagem poder engrenar com outra ou uma luva se encaixar na engrenagem respectiva (saiba mais).


Encostos de cabeça ativos: são programados para, no evento de uma colisão por trás do veículo, assumir uma posição favorável à proteção dos ocupantes. Assim, sua função de segurança é garantida mesmo que o usuário não os tenha regulado de forma apropriada.


Ergonomia: definida como a adaptação de um espaço ao trabalho humano, no caso dos veículos envolve a disposição e o funcionamento de todos os comandos para o motorista, como volante, pedais, alavancas de câmbio e freio de estacionamento, controles do painel etc.


Escalonamento: é a definição das relações de marcha em função das características do motor e do veículo como um todo. Costuma-se falar em escalonamento aberto, quando as marchas estão numericamente mais distantes entre si, e escalonamento fechado, quando estão mais próximas. Saiba mais.


Esterçamento por torque: torque steer em inglês, é a tendência notada em alguns carros de tração dianteira de puxar a direção para um dos lados ao se acelerar mais forte, sobretudo na primeira marcha. O efeito indesejável pode ser evitado pelo fabricante com o uso de semi-árvores de transmissão com o mesmo comprimento em ambos os lados.


Estol: do inglês stall, indica o regime máximo de rotações que uma transmissão automática permite ao motor com uma marcha engatada e o veículo retido pelos freios. Em geral fica entre 2.000 e 3.000 rpm. Uma rotação de estol mais elevada permite aceleração mais rápida.

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