Glossário de termos técnicos

Esta seção pretende esclarecer termos citados em artigos do site, evitando a repetição de seu significado a cada citação. Não é seu objetivo definir todos os incontáveis termos técnicos relacionados ao automóvel.



Aceleração interina:
procedimento usado em reduções de marcha para elevar as rotações do motor, de modo a suavizar o acoplamento da embreagem e evitar trancos na transmissão. Pode ser feito pelo motorista, com uma breve pisada no acelerador enquanto o pedal de embreagem está acionado, ou ser produzido pela central eletrônica da caixa de câmbio, nos casos de sistema automatizado ou automático.


Acelerador com controle eletrônico: chamado em inglês de drive-by-wire, é o comando de acelerador em que o movimento do pedal é transmitido para a central eletrônica do motor. Esta então analisa o movimento e outras condições, como a rotação do motor, para comandar a abertura da borboleta de aceleração, que é feita por um motor elétrico. Além de eliminar o cabo, que pode se desgastar ou transmitir vibrações vindas do motor, o sistema facilita obter suavidade quando se acelera ou se tira o pé rapidamente, evitando trancos.


Acionamento de válvulas por alavanca roletada:
sistema utilizado no comando de válvulas de alguns motores (como os atuais 1,0 e 1,6 da Ford, Renault e Volkswagen) que utiliza roletes nas alavancas tipo dedo, responsáveis por acionar as válvulas. A solução reduz o atrito e permite utilizar perfil de cames mais esportivo (saiba mais).


Advertência de lente convexa:
nos Estados Unidos os veículos com retrovisor direito de lente convexa devem trazer gravação alertando que os objetos refletidos estão mais próximos do que parecem estar. No Brasil, alguns modelos com esse tipo de lente no lado esquerdo também trazem tal mensagem.


Antiesmagamento:
sistema de proteção adotado nos controles elétricos de vidros e de teto solar de alguns modelos (quando é adotada a função um-toque), em decorrência de acidentes ocorridos com crianças. Ao encontrar resistência durante o fechamento, o vidro retorna alguns centímetros, ou mesmo desce totalmente, para que o obstáculo possa ser removido.


Aquaplanagem: fenômeno em que os pneus passam a "esquiar" sobre a lâmina d'água acumulada na pista, perdendo aderência e eliminando o controle do motorista sobre a direção, a aceleração e a frenagem. Para evitá-la deve-se trafegar em velocidade compatível com a quantidade de água na pista e manter os pneus em bom estado, com sulcos profundos. No caso de sua ocorrência, deve-se aliviar o acelerador e evitar manobras bruscas até que a aderência seja retomada (saiba mais sobre direção sob chuva).


Articulações pantográficas: usadas em alguns cupês e sedãs de três volumes, evitam a necessidade de "reservar" espaço junto à bagagem para o fechamento da tampa, por ser externas, e permitem abertura em ângulo superior a 90°, para mais fácil acesso, devido ao sistema de pantógrafo.


Árvore de balanceamento: espécie de eixo acionado por engrenagens, que gira em sentido contrário ao do virabrequim e em geral com o dobro de sua velocidade. O objetivo é anular as forças de inércia de segunda ordem, que provocam vibrações e aspereza ao motor (saiba mais).


Aspirado: ou naturalmente aspirado; diz-se do motor que não recorre a nenhum tipo de sobrealimentação, como turbo ou compressor mecânico. No motor aspirado o ar é admitido por aspiração natural e não "empurrado" por um sistema compressor. A expressão "aspirar o motor" não é correta, mas pretende referir-se à preparação efetuada num motor aspirado sem uso de sobrealimentador.


Assimétrico: em se tratando de pneu, é aquele em que a banda de rodagem (região em contato com o solo) possui desenhos diferentes entre a metade interna e a externa. Em geral, os gomos da parte externa são maiores e mais próximos, para maior aderência e menor desgaste das laterais em curvas, enquanto os gomos menores e mais espaçados da parte interna escoam melhor a água.

Em se tratando de faróis, é o facho em que o lado direito possui maior alcance que o esquerdo (ou o inverso em países com circulação pela esquerda), de modo a ampliar a iluminação no canto da pista e, por outro lado, reduzir a possibilidade de ofuscamento dos motoristas que vêm em sentido oposto. Tal esquema é o padrão nos carros nacionais e da maior parte do mundo, mas não nos Estados Unidos, onde os fachos são simétricos.


Assistência adicional de frenagem: sistema introduzido pela Mercedes-Benz, que o denomina BAS, corrige a aplicação insuficiente de pressão no pedal do freio pelo motorista, em freadas de emergência, ou compensa o alívio dessa pressão quando o pedal pulsa, por causa da atuação do antitravamento (ABS). Testes demonstraram que muitos motoristas incorrem nestes erros, desperdiçando o potencial de frenagem do automóvel. O BAS detecta a rapidez de acionamento do freio e amplia sua atuação, reduzindo os espaços de imobilização em até 45%, segundo a Mercedes.


Automatizado: tipo de câmbio que, embora baseado em uma caixa manual, dispensa o pedal de embreagem e pode atuar de forma automática. As mudanças de marcha são comandadas pela alavanca ou por meio de comandos (alavancas ou botões) no volante. O câmbio então efetua a troca, em geral por mecanismo eletroidráulico. São exemplos os sistemas F1 da Ferrari, CambioCorsa da Maserati, Selespeed da Alfa Romeo, Dualogic da Fiat, Easytronic da Opel/Chevrolet e DSG da Volkswagen/Audi.

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