O sedã mais conservador, a perua mais ousada: a linha Marea surgia na Europa em 1996 e dois anos depois seria lançada no Brasil

A plataforma de Tipo e Tempra servia a um carro mais largo e baixo, que usava motores de 1,4 a 2,0 litros a gasolina, além do 1,9 a diesel

Os motores de 1,4, 1,6, 1,75 e 2,0 litros a gasolina e 1,9 litro a diesel eram os mesmos do Bravo, mas o Marea acrescentava o diesel de cinco cilindros, 2,4 litros e 126 cv — tratava-se do quatro-cilindros com um cilindro a mais, sem relação com o 2,4 a gasolina que o equiparia mais tarde no Brasil. Houve também a versão Bipower do 1,6 16V, com preparação de fábrica para rodar com gás natural. A potência de 103 cv era mantida ao usar gasolina, mas caía para 92 cv com gás. Nesse caso, suspensão, freios e pneus eram diferentes em função do peso adicional na traseira.

Uma derivação curiosa para os brasileiros, mas comum na Europa, era lançada em 1997. A Marengo era a Marea Weekend convertida em furgão, com apenas dois lugares e amplo compartimento de carga. Os vidros e portas traseiras, porém, eram mantidos e assim ela não se distinguia de uma perua comum na aparência. O motor 1,9 a diesel era o único disponível. Embora o nome pareça uma variação de Marea, já fora empregado em modelos similares das linhas anteriores de carros médios da Fiat, Regata e Tempra.

O Brava e o Bravo foram produzidos na Itália até 2001, ano de estréia de seu sucessor, o Stilo, também com desenhos distintos entre as versões de três e cinco portas. O nome do segundo reapareceria em 2007 no substituto do Stilo, o novo Bravo, que também retoma o predomínio de linhas arredondadas daquela época — ao contrário do Stilo, retilíneo ao extremo. A perua Stilo MultiWagon, em 2002, substituiu a Marea Weekend e trouxe o fim tanto à perua quanto ao sedã (embora este ficasse sem um sucessor até a recente chegada o Linea), no fim daquele ano. Mas o Marea continuou em produção até 2007 na Turquia, pela marca local Tofas, e no Brasil.

Estréia nacional   Apesar do êxito do Tipo durante seu período de importação, entre 1993 e 1995, a Fiat brasileira não seguiu os passos da italiana com sua sucessão pela dupla Brava/Bravo — talvez por ver no Siena e na Palio Weekend, lançados em 1997, opções razoáveis para quem buscava um carro pouco acima do Palio hatch. Já o Marea começou a ser visto em testes por aqui em 1996 e, em maio de 1998, era apresentado como o novo topo de linha da marca de Betim, MG. O Tempra foi mantido em produção só até o fim daquele ano. Continua

Nas telas
A família Marea apareceu pouco em filmes e bastante em séries de TV européias. Na telona, destaca-se o sedã policial de 1996 em Boys Don't Cry (Chlopaki nie Placza, 2000), comédia polonesa.
Uma Weekend da Polícia Militar do estado de Alagoas, com a pintura característica, é vista no brasileiro Muito Gelo e Dois Dedos D'Água (2006), comédia com Mariana Ximenes, Paloma Duarte e Thiago Lacerda.
As demais atuações são em séries. Há um sedã de 1996 da polícia alemã, branco e verde, em Alarm für Cobra 11 - Die Autobahnpolizei, transmitida na Alemanha desde aquele ano até hoje.
Na Itália passou em 2005 Nebbie e Delitti, do gênero suspense, e de 2002 até hoje assiste-se a Carabinieri (foto), em que a famosa polícia usa o Brava entre outros modelos.
O outro membro da família, o Bravo, teve aparição marcante na série espanhola Hospital Central, em exibição desde 2000. Num dos episódios um modelo com pintura em preto e rosa sofre uma capotagem cinematográfica, com direito a explosão em chamas.

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