Em agosto aparecia a linha 2002, com uma curiosa versão de aspecto esportivo e apenas 70 cv: a Tech Run, com aparência semelhante à do Si, incluindo os faróis duplos, combinada ao motor 1,0 16V. Coisas de Brasil... O propulsor de 110 cv era estendido às outras versões de 1,6 litro. Em março seguinte o RT adotava os faróis do Si, enquanto o Sedan passava a ter a opção de entrada RL.

Dois anos depois do europeu, nosso Renault ganhava a frente mais moderna em 2003, mas permanecia com o interior já defasado

Novo visual   A maior reestilização já aplicada ao Clio brasileiro aparecia em fevereiro de 2003. A frente assumia o novo padrão visual da marca, com grandes faróis de duplo refletor e superfície complexa (não mais elipsoidais) e a grade dividida pelo logotipo no centro. A traseira mudava pouco, só as lanternas do hatch e o pára-choque. A decepção estava no interior: em vez do painel mais elegante visto no modelo europeu, a Renault mantinha as formas já antigas, apenas com a parte inferior em tom claro.

Todas as versões adotavam nomes: Yahoo! e RL davam lugar a Authentique (sem bolsas infláveis), a RN tornava-se Expression e a RT passava a Privilège, com opção por freios ABS. A mais simples vinha só com motor 1,0 (o 16V no Sedan e ambos no hatch), a de topo só podia ter o 1,6 16V e a intermediária oferecia as duas cilindradas, com 16 válvulas. Em maio era lançada a carroceria de três portas, inédita nessa geração e disponível só no Authentique, com os motores 16V — mais tarde viria o Expression.

A carroceria de três portas sempre existiu lá fora, mas nunca para o brasileiro -- o que só mudou em 2003, já prevendo a versão esportiva Dynamique

Era uma preparação para o que chegaria em março de 2004: o Dynamique, outro Clio com leve tempero esportivo — desta vez só disponível com três portas, como convém a essas versões. Como não era mais potente que os demais de 1,6 litro, sua personalidade baseava-se nas rodas de 15 pol com pneus 185/55 e no conjunto opcional de saias e defletores — pouco para se distinguir nas ruas. A linha 2004 trazia ainda o Authentique cinco-portas com motor 1,6 16V e a opção de direção assistida para o motor 1,0 de oito válvulas. Continua

Nas pistas
Opções não faltam para o europeu que quiser competir ao volante de um Clio: esse Renault participa de nada menos que cinco modalidades de corridas, entre ralis e provas em circuito. No asfalto é disputada a Coupe de France Clio Cup, que até 2005 usou modelos da segunda geração dotados de motor 2,0 16V, preparado para render mais de 190 cv, e câmbio seqüencial de seis marchas. A estréia do terceiro Clio está marcada para este ano.

Para quem prefere rali, há quatro categorias. O Clio Cup Rally é um campeonato monomarca, em que os carros usam o motor 1,6 16V modificado para 120 cv e são, no restante, muito próximos do modelo de rua. O Clio Groupe N já recorre ao motor 2,0 16V, com 185 cv, mas com a caixa original de cinco marchas. Finalmente, na classe Super 1600 do WRC (Campeonato Mundial de Rali) e no Campeonato Europeu de Rali (foto) a Renault coloca uma versão altamente preparada com motor 1,6 16V, 220 cv, câmbio seqüencial de seis marchas, suspensão especial e rodas de 15 ou 17 pol, conforme o tipo de terreno da prova.

O Clio também correu no Brasil, em uma categoria monomarca: a Copa Clio Brasil, que usava o hatch de 1,6 litro com motor preparado e potência estimada em 130 cv, amortecedores e molas especiais de competição, regulador de cambagem, rodas de 15 pol e pneus Michelin slick.

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