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Com Bravo e Athon, Bertone sugeria um
Lamborghini abaixo do Countach

Das pranchetas do estúdio de Nuccio Bertone saíram os desenhos de alguns dos Lamborghinis mais prestigiados da história, como o Miura e o Countach, mas também modelos de conceito que não chegaram à produção. Como o Athon e o Bravo, apresentados aqui.

O primeiro a aparecer, o Bravo, ganhou a cena no Salão de Turim em novembro de 1974, quando o Countach havia acabado de chegar ao mercado. Bertone propôs à empresa de Sant'Agata Bolognese um esportivo menor, na linha do antigo Urraco, do qual ele aproveitava a mecânica.

O conceito de estilo "papel dobrado", bem presente nos projetos de Bertone desde o fim dos anos 60, rendeu mais uma interpretação pelas mãos de Marcello Gandini. Praticamente tudo era retilíneo no Bravo, que tinha faróis escamoteáveis, vidros muito inclinados (com o para-brisa fluindo para os laterais) e lanternas traseiras quadradas. O recorte das caixas de roda posteriores fazia a ligação visual com o Countach e o desenho das rodas Campagnolo, em si, seria usado mais tarde nesse modelo de série e no Silhuette.

Embora com um interior simples, sem o futurismo das linhas externas, o Bravo era um conceito funcional e chegou a ser longamente testado com vistas a uma possível produção. O compacto cupê de 3,77 metros de comprimento, 1,88 m de largura e apenas 1,03 m de altura usava um motor V8 central-traseiro de 3,0 litros e 300 cv com quatro carburadores.

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Revelado no Salão de Turim em abril de 1980, o Athon homenageava com seu nome um deus do Sol para os egípcios. O roadster, modelo aberto de dois lugares, impressionou pelas linhas ousadas elaboradas por Marc Deschamps, que sucedeu a Marcello Gandini na Bertone.

As formas, novamente com o tema retilíneo, mostravam uma frente afilada com faróis escamoteáveis, para-brisa envolvente e inclinado ao extremo e cobertura estilizada para o motor central-traseiro. As lanternas traseiras eram filetes um tanto sutis e, nas laterais, as tomadas de ar para o motor tinham um formato criativo. Nas rodas Speedline de 15 pol, o desenho que seria aproveitado anos depois no Jalpa. O modelo media apenas 3,97 metros de comprimento, 1,89 m de largura e 1,07 m de altura.

Revestido em couro marrom, o interior do Athon usava satélites para os comandos do painel, a fim de que o motorista pudesse acioná-los sem tirar as mãos do volante
— não uma novidade, já que a Citroën já adotara esse recurso em modelos de produção. A plataforma e a mecânica do conceito, com motor V8 de 3,0 litros e 260 cv, foram aproveitadas de um Sillhuette 1977.

Embora seu desenho pudesse trazer novo apelo para a marca, os tempos difíceis pelos quais passava a Lamborghini — que entrou em concordata naquele ano e seria vendida em 1981 a Patrick Mimram — impediram que o projeto chegasse à produção. Em seu lugar surgiu apenas uma evolução do Silhouette, o Jalpa.

Assim como o Bravo, o Athon foi construído em exemplar único e nunca vendido. Contudo, com a concordata do estúdio, no dia 21 de maio ambos vão a leilão pela empresa RM Auctions.

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Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

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Data de publicação: 2/4/11

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