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Renault Laguna e Initiale: propostas
diversas com o desempenho em comum

O puro prazer de dirigir, sem compromissos, era a proposta do conceito Laguna, apresentado pela Renault no Salão de Paris de 1990. Com as formas arredondadas que seriam comuns na década que começava, o roadster tinha dois lugares e duas portas de reduzidas dimensões (observe ao lado a altura das soleiras) que se abriam para cima e para frente, movidas por um sistema pneumático.

Não havia um para-brisa no sentido tradicional: apenas um amplo defletor de ar transparente que não dispensava o uso de óculos por motorista e passageiro. Claro que a Renault não se esqueceu de desenhar óculos adequados à proposta futurista. No interior, o Laguna trazia um console central flutuante, vazio na parte inferior, que deixava a alavanca de câmbio bem à mão. O retrovisor interno, o único do carro, parecia um periscópio.

A posição avançada da cabine indicava o uso de motor central-traseiro, apreciado pela melhor divisão de massas entre os eixos. A unidade usada no conceito era de quatro cilindros e 2,0 litros com turbocompressor, capaz de fornecer a potência de 210 cv e de levar o roadster de 0 a 100 km/h em seis segundos. Embora não existisse barra fixa para proteção em caso de capotagem, ela surgia em 0,1 segundo quando fosse detectado risco de acidente.

O nome Laguna foi aproveitado em 1993 em um sedã médio-grande, hoje na terceira geração, mas o conceito de 1990 parece ter inspirado, em menores dimensões, o Renault Sport Spider de produção.

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Se no Laguna a esportividade estava à vista, em outro conceito ela aparecia apenas quando o acelerador fosse provocado. Revelado em 1995, o Initiale era um modelo grande de dois volumes e cinco portas — configuração que a Renault já usava em carros de série como o Safrane e o próprio Laguna — que propunha soluções de estilo controversas, como a forma muito estranha do vidro traseiro. Outras peculiaridades eram o "ombro" pronunciado abaixo das janelas, os faróis em alinhamento vertical e as lanternas traseiras delgadas.

O Initiale acomodava quatro pessoas em um ambiente luxuoso, com revestimentos em materiais nobres e soluções como os instrumentos do painel, visíveis só quando acesos. Os passageiros de trás dispunham de toca-DVDs para seu entretenimento nas viagens.

Viagens que, a julgar pelo motor adotado, poderiam ser rápidas demais para assistir a qualquer filme. Como na minivan Espace F1, a Renault aplicou a um insuspeito sedã seu motor V6 de 3,5 litros então usado na Fórmula 1, só que "amansado" para 400 cv. Para pôr as coisas em perspectiva, o BMW M5 da época tinha 340 cv. Com tração integral e caixa de câmbio sequencial de seis marchas (também originária das pistas), o Initiale podia alcançar 305 km/h com acelerações muito rápidas.

Algumas ideias de estilo do conceito foram transpostas para o Vel Satis lançado em 2001. Já o nome Initiale foi usado em numerosas versões de luxo dos produtos da Renault, mas nunca em um modelo de série.

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Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

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Data de publicação: 16/10/10

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