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Bertone Marzal, um Lamborghini com
quatro lugares e soluções de estilo únicas

Poucos anos depois de desafiar Enzo Ferrari com o anúncio do que o "ensinaria a fazer carros esporte", Ferruccio Lamborghini tinha em produção dois modelos de sucesso, o Miura e o 400 GT, mas faltava em sua linha um modelo de quatro lugares. No Salão de Genebra em março de 1967 o estúdio Bertone apresentava sua proposta.

Desenhado por Marcello Gandini, o Marzal
— nome de uma raça de touros, como Miura e vários outros que viriam — trazia soluções interessantes. As formas retilíneas e imponentes previam uma frente longa e baixa, seis faróis retangulares e uma traseira em fastback que acomodava o motor. A área envidraçada chegava ao exagero, tanto pelo para-brisa enorme quanto pelo teto transparente, as grandes janelas e a seção inferior das portas também com vidros. Atrás havia uma persiana em forma de colmeia com motivos hexagonais.

As duas grandes portas, abertas para cima como asas de gaivota, davam acesso aos quatro lugares, formados por bancos individuais em forma de concha e separados por um alto console. O acabamento em couro prata brilhante fazia parte do ambiente futurista, coerente com as roupas de inspiração espacial que, na visão da época, todos usaríamos no futuro. E a colmeia aparecia também no painel central.

O Marzal foi construído sobre um chassi alongado de Miura e teve o motor dividido ao meio: o V12 de 4,0 litros ficou com apenas seis cilindros em linha e 2,0 litros, em posição transversal traseira. Com duplo comando de válvulas e três carburadores Weber de corpo duplo, tinha potência de 175 cv e torque de 18,2 m.kgf. Valores algo modestos para um Lamborghini e para o peso de 1.310 kg, mas que não impediam a boa velocidade máxima de 225 km/h.

A carroceria de aço (apenas o capô vinha em alumínio) media 4,45 metros de comprimento, 1,71 m de largura, ínfimos 1,11 m de altura e 2,62 m entre eixos. Suspensões independentes por braços sobrepostos, freios a disco Girling e rodas de alumínio Campagnolo com pneus 205-14 formavam um bom conjunto pelo comportamento dinâmico. A caixa manual tinha cinco marchas.

Dois meses depois da apresentação, o único exemplar do Marzal foi dirigido pelo príncipe Ranier, com a princesa Grace ao lado, como carro-madrinha no GP de Mônaco. Ele ainda apareceu em outros eventos, mas Ferruccio nunca se convenceu de seu estilo a ponto de colocá-lo em produção. Um ano mais tarde aparecia o Espada, um quatro-lugares com o motor V12 "por inteiro" em posição dianteira e linhas mais tradicionais.

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Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

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Data de publicação: 18/9/10

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