EX-1, EX-III e EX-7: um tempo de
estudos de alto desempenho da Toyota

Visite qualquer grande salão de automóveis, hoje, e você provavelmente encontrará um carro-conceito da Toyota — ou mesmo vários deles — com foco na preservação ambiental e no bem-estar em dirigir no tráfego congestionado. Houve um tempo, porém, em que essa tradicional marca japonesa usava os estudos de salão para transmitir potência e esportividade.

O carro alaranjado é o Toyota EX-1, apresentado no Salão de Tóquio de 1969. Se a companhia já havia feito o supercarro 2000 GT, esse estudo parecia indicar os planos de oferecer um esportivo mais simples e barato, como o Celica que seria lançado no ano seguinte. O EX-1 inspirava-se no estilo de carros esporte de alto prestígio da época e, da metade para trás, chega a lembrar o SP-2 desenhado pela Volkswagen brasileira anos depois.

Entre os detalhes interessantes estão a lente frisada que encobria os faróis e a grade, o amplo teto solar, as saídas de ar nos para-lamas traseiros (não entradas, pois o motor era dianteiro) e um aerofólio na parte final do teto, que se erguia em alta velocidade para melhorar a estabilidade. No interior de dois lugares, o desenho côncavo do painel permitia que todos os comandos ficassem equidistantes do motorista.

O EX-1 foi anunciado como um esportivo "para se dirigir longas distâncias em alta velocidade", mas a Toyota não divulgava com que mecânica essa missão seria cumprida.



No mesmo evento de 1969, um esportivo mais ousado estava no estande da marca: o EX-III (note a denominação com algarismos romanos, ao contrário do EX-1 e do EX-7). Pela primeira vez a Toyota estudava a aplicação do motor em posição central-traseira, o que deixou o carro com a cabine mais avançada e um perfil semelhante ao de supercarros da época como o Lamborghini Miura. Chamavam atenção o perfil baixo e afilado da frente, as carenagens nos faróis, a base do para-brisa em forma de "V" e a seção traseira que se estreitava quando vista de cima, em um aspecto futurista.

O conceito tinha o fundo totalmente plano para melhor aerodinâmica, aspecto destacado em sua exposição no evento por meio da inclinação do carro para o lado esquerdo. Apenas na seção traseira, saídas de ar em forma de persianas aproveitavam a baixa pressão na região para extrair calor do motor
— do qual a Toyota, mais uma vez, nada informava. Continua

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

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Data de publicação: 21/8/10

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