Minivans: ousadia no estilo e na técnica em
seis propostas de diferentes épocas

As minivans, com suas linhas em geral ousadas e bom aproveitamento de espaço, são por definição um tipo de veículo adequado para carros-conceito. E não foram poucas as apresentadas nos últimos 20 ou 30 anos, como algumas que selecionamos para esta edição.

A Volkswagen IRVW Futura talvez seja a mais conhecida pelos brasileiros: revelada em 1989, esteve no Salão do Automóvel em São Paulo no ano seguinte. Ao lado do desenho futurista e das portas ao estilo "asas de gaivota", chamava atenção a capacidade de estacionar sem intervenção do motorista. Sensores de ultrassom (como os usados hoje nos para-choques) monitoravam a distância até obstáculos, o meio-fio e outros carros e, com um sistema de direção que esterçava as rodas traseiras tanto quanto as dianteiras, o carro encaixava-se mesmo em vagas apertadas, andando quase de lado.

Outras novidades da IRVW (Pesquisa Integrada VW) Futura estavam no interior. O painel com instrumentos digitais usava cores para facilitar a compreensão pelo motorista. O velocímetro mostrava dígitos em azul na marcha-lenta, verdes com o motor em rotações econômicas e vermelhos em giros excessivos, servindo também de conta-giros; a temperatura do motor era indicada pelas mesmas cores (para frio, normal e superaquecido) no fundo do painel. Com quatro lugares, o banco traseiro tinha uma seção móvel do assento, que formava uma almofada de proteção à frente de uma criança e, ao se deslocar, adequava o banco ao comprimento de suas pernas.

Havia ainda um sistema de cancelamento de ruídos, em que os alto-falantes do carro emitiam um som de mesmo nível, mas em fase invertida, deixando aos ouvidos dos ocupantes um agradável silêncio. O motor a gasolina de 1,7 litro usava injeção direta, compressor e resfriador de ar para obter 82 cv e prometia a economia de uma unidade a diesel. Também constavam freios antitravamento (ABS).

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Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

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Cinco anos antes do modelo homônimo de produção, uma Renault Scénic de conceito aparecia no Salão de Frankfurt de 1991. As linhas eram bem diferentes, mas a ideia já estava ali: uma minivan mais compacta que a Espace, com tamanho de carro médio. Se havia certa desproporção em seu estilo, com faróis que quase se encontravam e todos os vidros muito amplos, as três portas laterais corrediças (as dianteiras corriam para frente, a traseira direita para trás) eram uma boa solução que não chegou ao mercado. Sem coluna central, era mais fácil o acesso pelo lado direito.

As janelas dianteiras tinham uma seção superior fixa e a inferior móvel (como no Subaru SVX de 1992), para evitar turbulência excessiva e maior prejuízo à aerodinâmica quando estivessem abertas. O interior trazia cinco bancos individuais, com revestimento em cor diferente no do motorista, e cada um tinha seu cinto integrado. Crianças podiam viajar em dois assentos apropriados.

Em nome da segurança, a Renault aplicou ao conceito um detector de sonolência do motorista, câmeras para visão traseira no lugar de retrovisores, tração integral, suspensão posterior com nivelamento automático e monitor de pressão dos pneus. O motor de 2,0 litros e 16 válvulas tinha 150 cv. A caixa automática era comandada por um teclado e o freio de estacionamento por um botão no painel, em vez das habituais alavancas, o que liberava espaço para um console para copos e objetos. A fábrica francesa não descuidou do aspecto ambiental, dotando a Scénic de elevado conteúdo reciclável. Continua

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Data de publicação: 10/7/10

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