Clique para ampliar a imagem

Do Barchetta ao Libre, seis roadsters
e conversíveis que a Ford nunca produziu

Os roadsters, conversíveis esporte de dois lugares, são um tipo de veículo incomum na linha europeia da Ford: apenas o StreetKa, de vida breve (2003-2006), representou a marca no segmento em tempos recentes. No entanto, não foi por falta de carros-conceito desse gênero que a Ford deixou de fazer mais conversíveis.

Em 1983 o estúdio italiano Ghia, que em 1970 havia passado ao controle da Ford, revelava o primeiro desses projetos. O Barchetta, ou barquinho em italiano, mantinha o nome de antigos Ferraris, Maseratis e Aston Martins e era fiel ao espírito dos roadsters clássicos, compactos e leves, feitos para a pura descontração de dirigir a céu aberto. A plataforma e a mecânica vinham do Fiesta XR2 de segunda geração, com motor de 1,6 litro, potência de 86 cv e tração dianteira. As linhas suaves refletiam o cuidado com a aerodinâmica: mínimo de saliências e reentrâncias, pequeno vão como grade dianteira, maçanetas embutidas. O para-brisa mais baixo que a cabeça do motorista (observe na foto) atuava mais como defletor de ar.

Funcional, o conceito usava rodas de 13 pol com pneus 185/60. Alguma inspiração ele certamente rendeu ao Ford Capri de 1989, roadster que ficou restrito ao mercado australiano. Filippo Sapino, da Ghia, admitiu mais tarde que a ideia foi desvirtuada nos estudos para produção em série, pois a Ford queria usar a plataforma do Mazda 323, aumentar as dimensões, oferecer mais espaço para bagagem. E o "barquinho" acabou não passando de um conceito, que em 2002 a Ford leiloou por US$ 35.250.

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Clique para ampliar a imagem

Com proposta semelhante à do Barchetta, o Zig apareceu em 1990 pelas mãos da mesma Ghia, embora as noções básicas para o conceito tenham vindo de Tom Scott, do departamento de Estilo Avançado da Ford. O Zig foi apresentado junto do Zag, o simpático furgão a seu lado nas fotos. Ambos usavam a plataforma do Fiesta de 1989 como ponto de partida. O comprimento do roadster era de apenas 3,54 metros com 2,23 m entre os eixos.

Os faróis constituídos de pequenos pontos com uso de fibra ótica, e o para-brisa baixo e ligado aos vidros laterais eram os aspectos mais interessantes do atraente desenho do Zig, que tinha rodas de 16 pol e pneus 205/50. No interior, os bancos vinham revestidos em tons vivos de azul e verde e o painel aglomerava os instrumentos em um pequeno quadro que parecia flutuar sobre o restante. Assim como os demais, o conceito foi leiloado pela Ford em 2002, quando obteve US$ 49.350.

Seis anos antes que o nome chegasse ao modelo médio de produção, o Ghia Focus aplicava uma chamativa carroceria de roadster à mecânica mais picante de que a Ford europeia dispunha na época: a do Escort Cosworth, com motor turbo de 2,0 litros e 220 cv e tração integral, com a qual ele podia alcançar 240 km/h. Seu autor, Taru Lahti, foi ousado no desenho composto de linhas curvas, que associava futuro e passado. O futuro estava nos faróis e lanternas, além das grandes rodas; o passado, na forma arredondada da frente e da traseira e nos retrovisores.

Curiosos frisos salientes pareciam "amarrar" os para-lamas dianteiros à extremidade traseira. Outro detalhe interessante era o par de defletores dianteiros. O escapamento tinha saída central e o curvo para-brisa usava limpador com um só braço. No interior, o painel com instrumentos de aparência nostálgica fluía para formar o console central, enquanto o revestimento em couro marrom dos bancos (do tipo concha) e do volante também parecia vir do passado. Não havia capota ou vidros nas portas, como em um roadster autêntico. No mesmo leilão dos outros modelos a Ford obteve por ele nada menos que US$ 1.107.500. Continua

Supercarros - Página principal - Escreva-nos - Envie por e-mail

Data de publicação: 26/6/10

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados