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Historietas

De guardadores, vendedores, executivos e
aumento, ou melhor, repasse de preços

por Luís Perez

Dia desses, resolvi largar o carro em casa e sair um pouco com minha Honda C 100 Biz. Não tenho sido um bom dono. Anda meio esquecida na garagem. Está toda empoeirada. Ficou pior no começo do ano, quando fui fazer uma reportagem em um restaurante com ela. Mal havia entrado no estabelecimento quando ouço um “crash”... A rua era um declive. Tombou, ué. Entortou o guidão e quebrou o retrovisor direito. Resolvi não trocar. Fica menos visada pelos ladrões.

Ao chegar ao destino, o menininho de uns sete ou oito anos veio pedir para tomar conta de minha pobre (e torta) moto. “Acho que não vou demorar”, digo, tentando me livrar do garoto. “Tudo bem. O importante é me dar dinheiro quando voltar”, responde, todo cheio de senso de capitalismo. Fico sem o que dizer. Talvez arriscar: “E saúde, não é importante também?” Fico quieto. Se o paguei na volta? Eu não!

 



Outra história de guardador. Vou com uns amigos a um bar da Vila Madalena, bairro da capital paulista. Já estou quase terminando de estacionar, quando chega o “guardador”. No melhor estilo, mandando arrumar a roda, grita: “Desfaz, desfaz, desfaz...”.

Um dos amigos dentro do carro, malandro e típico daqueles que dizem “e aí, mano, certo?” profere meia dúzia de palavras incompreensíveis (quer dizer, mais ou menos compreensíveis eram; eu é que não saberia reproduzir aqui) com o prestador de serviço, querendo dizer que a gente ia ficar bem ao lado do carro (o boteco tem mesinhas na calçada), que não seria preciso tomar conta. O “mano” entendeu e foi embora. Mas não sem antes de responder com mais meia dúzia de gírias. O que exatamente ele disse? E eu vou saber?

 



Incompreensível é saber como funciona cabeça de vendedor. Parece que ele tem vergonha de dizer que não sabe algo sobre o automóvel. E arrisca qualquer bobagem. Adoro entrar em concessionária e perguntar alguma coisa para ouvir o absurdo da semana. Continua

Roda e avisa
Ponta do lápis - Cálculos preliminares desta coluna dão conta de que, se o fã resolver comprar todos os produtos nacionais oferecidos sobre Ayrton Senna (cuja morte completa dez anos nesta semana), não gastará menos de R$ 300, entre revistas, livros e DVDs.

Em casa 1 - O locutor Galvão Bueno revelou em entrevista na última semana que, após ter batido em um GP de Mônaco, Senna simplesmente desapareceu.

Em casa 2 - Explicação: como Mônaco é um circuito de rua e ele havia batido perto de sua casa, resolveu ir direto pra lá. A cozinheira, portuguesa, não entendeu nada. "Estava a fazer o jantar, olhava a TV, e o menino estava em primeiro. De repente, bateram na porta. Era o menino!"

Só o motor - O presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, disse, na conferência que celebrou os 85 anos da marca no Brasil, que o Street Ka, a versão conversível do menor modelo da fábrica, é equipado com o motor Zetec RoCam fabricado aqui. Não seria má idéia termos aqui o carro todo, não só o propulsor.

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Data de publicação: 27/4/04

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