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Quem torce pelo feio...

Nova safra põe lenha na fogueira de uma velha discussão:
afinal, quais são os automóveis mais feios do país?

por Luís Perez - Fotos: divulgação

"Não era belo, mas mesmo assim havia mil garotas a fim."

Era um Garoto (Lusini e Migliacci, versão de Os Incríveis e interpretação dos Engenheiros do Hawaii)

As más línguas já tinham a piada pronta: a Volkswagen estaria prestes a lançar a série especial Gol Corinthians; o modelo já viria rebaixado. Eis que o São Paulo, por uma dessas bênçãos que só contribuem para aumentar a fama da fiel torcida sofredora, mantém o alvi-negro na divisão principal do Campeonato Paulista. Mas esta coluna é de carro, não de futebol.

Um assunto, porém, tem a ver com o outro. Líder no mercado nacional por quase quatro décadas, virou lugar-comum afirmar que a Volkswagen não tem consumidor, mas torcedor. Já senti na pele o que querem dizer os que fazem tal afirmação. Experimente criticar em público um modelo da marca alemã. Mexa com essa instituição nacional. E prepare-se para levar ovos. “O Gol é um primor de estabilidade”, escreveu, certa vez, um leitor.

Resolvo relacionar, então, as paixões (nos últimos anos mais bem distribuídas; além da VW, a Ford, a GM, a Fiat e tantas outras têm suas respectivas “torcidas”) com outra mania nacional: a de tachar esse ou aquele automóvel como feio ou bonito. O assunto voltou à tona com o lançamento do novo Mille Fire. Há tempos uma novidade não recebia tantas críticas dos leitores do BCWS, algumas delas publicadas no Espaço do Leitor.

Aliás, a Fiat está se celebrizando em veículos de desenho polêmico. Foi assim com o Uno há 20 anos (a “botinha ortopédica”), com o Doblò em 2001 e agora com os novos membros da família Palio – Siena e Weekend, incluindo a Adventure.

Colegas da imprensa apressaram-se em afirmar que o novo Mille tem “cara de Lada”. A marca russa, por aqui conhecida em 1990, promete há tempos ter suas linhas renovadas pelo jipe Niva, que ficaria com cara de um veículo moderno, na linha do Toyota RAV4. A empresa, porém, está estagnada, demonstrando que os ventos que sopram para lá do Volga não são dos melhores.

Outros modelos que provocaram controvérsia foram os Chevrolets S10 e Blazer, quando tiveram suas dianteiras renovadas, em 2000, com uma grade maior e de estilo robusto. Característica que especialistas da Fiat resolveram agora chamar de size impression, ou seja, o visual é pensado para fazer o carro parecer maior do que de fato é. Continua

Roda e avisa
Não foi à toa - No discurso de lançamento dos novos Siena e Palio Weekend, o superintendente da Fiat, Cledorvino Bellini, citou um artigo de Stephen Kanitz que ele teria lido recentemente, em que o autor lançava um olhar sobre a teoria da evolução de Charles Darwin: "Ele comentava que, graças à tecnologia da informação, o ano, que era de 12 meses, hoje é, na prática, de apenas quatro meses. Acompanhando este raciocínio, simbolicamente, no fim deste ano estaremos em 2007 e não em 2004". Está explicado por que a Fiat lançou sua linha 2005 na primeira quinzena de março de 2004.

Ele vem! - A Jaguar confirmou a importação da mais recente versão do XJ (série mais produzida da marca), que estará disponível a partir desta segunda quinzena, nas versões V8, Super V8 e com o motor Supercharged R. Terá potência de até 400 cv.

Mestrado - A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) iniciou o período de inscrições para o seu mestrado profissional em engenharia automotiva, que tem duração de dois anos. Os interessados em participar das novas turmas, cujas aulas começam em junho, podem se inscrever até o dia 8 de abril.

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Data de publicação: 16/3/04

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