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Ferrari Day... só que na oficina

Colunista se infiltra entre donos para conhecer
os bastidores da reparação dos carros do cavalinho

por Luís Perez - Fotos: divulgação

Nunca fui bom em calcular porcentagem. Quando tenho de publicar algum texto que vai se aventurar pelo mundo dos números, costumo recorrer a fontes mais gabaritadas, como professores de matemática financeira. E olha que com alguns deles já fiz vários cursos. No entanto, recorri à regra de três para chegar ao número que apresento agora: os cerca de 450 Ferraris que rodam no Brasil significam 0,00225% da frota de automóveis nacionais, estimada em cerca de 20 milhões de veículos.

Seja pelo mito, seja pelo ronco do motor, fascinante para qualquer pessoa que aprecie automóveis, uma viagem para a Itália já é justificativa para passar em Maranello. Mas este “repórter fuçador” não foi tão longe. No último sábado, infiltrou-se em um workshop do qual participaram quatro proprietários de Ferrari no SAT (Serviço de Assistência Técnica) da Via Europa, importadora oficial da marca do cavalinho rampante no Brasil, no bairro do Itaim (zona sul de São Paulo).

A iniciativa da representante, que está promovendo essa série de encontros em quatro sábados (sendo o próximo, 13, o último), tem como objetivo mostrar os bastidores da oficina, com direito a motores e suspensões desmontados. Há dois tabus quando se participa de algo assim. O primeiro é revelar a identidade dos proprietários (nem pensar em perguntar!). O segundo são os custos de manutenção.

Questionado por Autogiro, o técnico em mecânica da Via Europa Paulo Sérgio de Lima (sim, seu dia-a-dia é mexer em Ferrari e Maserati) desconversa: “Ah, a gente não lida com custos. Nem temos noção de preço”. Sei, sei... Trato de perguntar à moça que lida, também presente ao workshop. “Esses dados são sigilosos”, responde, encerrando o assunto.

Faz lembrar a reclamação de um leitor que certa vez recebi quando era responsável por uma seção de cartas em um jornal. Dizia mais ou menos o seguinte: “Estava viajando entre São Paulo e Rio, quando senti o carro pender para a esquerda toda vez que atingia velocidade superior a 180 km/h (...)”. Em anexo, enviava um orçamento no qual a troca de pastilhas de freio de sua Ferrari custava algo como R$ 3.500. Continua


 

Roda e avisa
Irresponsabilidade 1 - O "manobrista" Severino de Lima Ferreira, de 27 anos, atropelou e matou a estudante N.A.T., de 16, na madrugada do último sábado, na rua Henrique Schaumann, point de bares de Pinheiros, zona oeste paulistana.

Irresponsabilidade 2 - Segundo testemunhas, ele dirigia em alta velocidade, aparentemente querendo se exibir ao volante do Renault Twingo que havia ido buscar. É o ápice de uma situação insustentável. Que tal entregar seu automóvel só a empresas e pessoas qualificadas?

Desrespeito 1 - Há cerca de um ano, este colunista recebeu uma multa por estacionamento irregular – sobre a calçada, o que jamais faria. O autor da infração foi (de novo) um manobrista, que trabalhava em frente a um tradicional bar da Vila Madalena, o Piratininga, na rua Wisard.

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Data de publicação: 9/12/03