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A febre dos velhinhos

Confira algumas dicas para entrar no mundo dos carros
antigos, que tem recebido cada vez mais adeptos

por Luís Perez - Fotos: Rubem Lucas P. Figueiredo

A princípio, parece coisa de maluco. Gente que não consegue jogar nada fora. Fanático, maníaco, sabe? Até que se começa a freqüentar o meio dos antigomobilistas, aqueles que colecionam automóveis de idade superior a 30 anos. Se bem que há mais novos, multiplicando o número de clubes de modelos específicos, muitos dos quais on-line.

Quanto mais nos embrenhamos nos bastidores desses colecionadores, maior é a importância que se pode atribuir a tal trabalho. A ponto de sentir vontade de estender façanhas como as dos veteran clubs a outros ramos do conhecimento. Fato é que cultuar automóveis antigos não é um hobby exatamente barato.

Daí se explica a falta de memória do brasileiro médio. E memória é algo que se desenvolve exercitando no dia-a-dia. Assim como fazem os antigomobilistas. Autogiro preparou, para esta semana, algumas dicas práticas de como entrar no mundo dos automóveis antigos sem ser ludibriado. E anote: ter pelo menos um modelo velhinho em ótimo estado para rodar é uma tendência.

Seguem abaixo as orientações, dadas a partir de uma entrevista com Roberto Suga, presidente do Clube do Chevrolet:

Não tenha pressa - Para se iniciar no antigomobilismo, a primeira regra é visitar feiras e encontros de carros antigos (há vários eventos do gênero ocorrendo em todo o país; veja relação). Informe-se sobre os clubes de antigos (conheça alguns), consulte revistas especializadas ou o BCWS, que mantém a seção Carros do Passado. Especialistas aconselham ficar dois meses conhecendo o meio antes de preencher um cheque e sair por aí desfilando de carro... velho.

Descubra o porquê de tudo isso - Quem procura um carro antigo em geral quer resgatar algum aspecto saudosista de sua vida. Pode ser o carro do primeiro beijo, o dos piqueniques com pai e mãe na praia ou até o automóvel oficial com que viajava para a Praia Grande no verão. Estabeleça o objetivo -- se é comprar uma relíquia importada, como Ferrari, Mercedes-Benz, Alfa Romeo, ou um Ford Corcel ou DKW-Vemag. Comece a freqüentar o clube da marca do automóvel escolhido.

Como ponderar o imponderável preço - Os valores variam muito, uma vez que o valor sentimental fala bem alto. Um Ford Galaxie dos anos 70, por exemplo, sai de R$ 3 mil a R$ 15 mil. Mas não se iluda com os carros baratos que só precisem passar por uma "pequena reforma". Prefira os prontos. Restaurar geralmente sai mais caro, além de levar anos para ficar prontos, pois requerem peças importadas e mão-de-obra especializada. Raros são os automóveis antigos realmente prontos que custam menos de R$ 10 mil.

Para não levar gato por lebre - Pelo número da plaqueta (dado inscrito no motor) ou do chassi, resgate o máximo de informações sobre o modelo escolhido. O mais importante é levantar as características que o carro tinha quando foi fabricado (se era conversível ou não, sua motorização, entre outros dados). Se o modelo tiver sido transformado, desvaloriza muito e dificilmente será premiado em eventos do gênero, pois perdeu suas características originais. Já houve quem adquiriu um conversível que, na verdade, era um cupê cortado. Deu-se mal!

Pode ser melhor que fundo de investimento - Carro antigo é tido como um hobby rentável, uma vez que ele pode ser vendido a qualquer momento e, assim, transformado em dinheiro vivo. Mas lembre-se de que, enquanto o automóvel estiver com você, vai dar grandes despesas (pois, em geral, como já disse, as peças têm de ser importadas).

Agora é sair em busca de seu primeiro velhinho, que pode estar na sua rua ou em uma feira de veículos antigos. E lembre-se: não menospreze o veículo que está em sua garagem. O carro velho de hoje é o antigo de amanhã. Nunca cometa, porém, o sacrilégio de chamar um automóvel antigo de usado. Um modelo usado pode ser antigo. Mas um antigo bem que pode estar novinho em folha.
 



A entrevista da semana é com Gerson Branco, presidente da Gepco Indústria e Comércio, fabricante de vidros para blindadoras. Continua


 

Roda e avisa
Deu pena - O noticiário internacional sobre o furacão que assolou a capital dos EUA, na TV, mostrou um automóvel incendiado. Era um Chrysler PT Cruiser, em cena que cortava o coração.

Ainda ele - O modelo "ame ou deixe-o" da Chrysler é veículo oficial do novo hotel Fasano, candidato a um dos mais luxuosos de São Paulo.

Vi na "V" - Imperdível a edição 2 da revista customizada da Volkswagen. Seja pela entrevista com Serginho Groisman, seja pelo depoimento de Caco Barcellos ou mesmo pela deliciosa reportagem sobre o bate-bate do Demolicar.

Perto do fim - O novo Fiat Palio em breve deixará oficialmente de ser segredo. O novo desenho é bonito, mas a quase nenhuma mudança na lateral já incomoda muita gente.

Falta fôlego - O motor 1,8 do Doblò Adventure tem recebido muitas críticas, a maioria delas dando conta de que o propulsor de 103 cv é pequeno para os seus 1.400 kg. Com a palavra, a Fiat.

Cinqüentona - A Honda Motor Co. acaba de atingir os 50 milhões de automóveis fabricados em todo o mundo. São 19 fábricas instaladas em 15 países – a do Brasil fica em Sumaré, interior de São Paulo. A atuação da empresa no segmento começou há 40 anos.
 
Shopping
Suecas 1 - O design escandinavo e sobretudo o sueco estão na exposição Melhorando a Vida - O Design das Inovações Suecas, que começa em 1º. de outubro no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Entre os objetos expostos está o defletor traseiro do novo Volvo S60 R.

Suecas 2 - A Volvo está na exposição com outros equipamentos: o cinto de segurança de três pontos, a cadeira para crianças voltada para trás e o sistema de proteção contra impactos laterais. O Museu da Casa Brasileira fica na av. Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano (zona sul), tel. (11) 3032-3727. De terça a domingo, das 13h às 18h. Preço: R$ 4.

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Data de publicação: 30/9/03