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Procuram-se histórias

Convido o leitor a narrar fatos que viveu a bordo dos
automóveis de seus pais, tios, avós... Mande a sua!

por Luís Perez

Uma reportagem que eu sempre quis fazer, mas nunca foi além das quatro paredes de uma sala de reuniões de pauta, consiste em sair pelas ruas, por bares, shoppings, semáforos, entre outros locais, fazendo uma pergunta muito simples: "Qual foi o automóvel que marcou sua infância? E por quê?".

Essa reportagem nunca saiu do papel – muito embora eu ache que isso não tardará a acontecer –, mas nem por isso deixei de fazer "laboratório" (tudo bem, muita gente me acha um maluco por causa disso). Sábado passado, com algumas amigas da minha geração (entre 25 e 35 anos) que encontrei em um restaurante, trouxe a pergunta à baila. Entre os modelos citados, estão Maverick, Puma, Opala, Passat, Fiat 147, Brasília, Corcel. Uma delas teve um Del Rey. Era seu sonho de consumo realizado.

As respostas vinham recheadas de boas histórias. Mas algo era comum e sintomático: muitos dos carros se repetiam, em um claro sinal de que o mercado era fechado (imagine hoje!). Portanto, sem tantas variações de produtos. Incrível, porém, como os depoimentos chegam cheios de sentimento e detalhes, mesmo tendo sido vividos há mais de duas décadas e quando as pessoas eram muito pequenas.

A coluna desta semana é, então, um convite. Aproveitando a maravilhosa audiência que Autogiro vem tendo, peço aos leitores que escrevam as histórias que eles lembram ter vivido a bordo dos possantes bólidos de seus pais, tios, avós... E que aventuras foram essas. É só escolher a opção e-mail ao final desta página e enviar sua história. Darei alguns exemplos "de casa":

Meu pai teve dois automóveis vermelhos: era uma VW Variant (que tinha aquela entrada de ar que mais parece um tanque de lavar roupa na lateral traseira). Há fotos e fotos minhas empinando pipa em Peruíbe, litoral de São Paulo, com aquele carro ao fundo. À época (meados dos anos 70) não havia lojas de conveniência e tantos restaurantes na estrada. Ou seja, éramos farofeiros assumidos em plena época áurea da Praia Grande (que hoje, reurbanizada, vai muito bem, por sinal), Boqueirão, Cidade Ocian e afins.

Eis que minha irmã, na última semana, lembrou que nosso pai teve ainda um TL (um cupê da mesma família da Variant), também vermelho. Chique no último, um verdadeiro esportivo. Tenho ainda outras fotos, bebê de colo, sentado no teto de um Opala (um deles tinha uma faixa preta...).

Eis que, em 1977, meus pais compraram um Dodge Polara. Lembro até hoje o símbolo da Chrysler no chaveiro. Eu achava aquele logotipo o maior barato, sem imaginar que poucos anos mais tarde a Chrysler deixaria o país para voltar com o Dodge Dakota (fabricado no fim dos anos 90, no Paraná) e depois deixaria de novo a cena. Aquele "Doginho" foi comprado zero-quilômetro. Minha mãe ia me buscar na escola com ele. Há uma subida bem íngreme em Pirituba (bairro da zona norte de São Paulo) que ela se vangloriava de conseguir transpor em quarta marcha. Continua


 

Roda e avisa
Entre nós 1 - O Focus 1,6-litro, que também terá versão sedã, já está entre nós. O carro se parece muito com a versão européia, com grade tipo "colméia", borrachões no pára-choque e painel com mostradores em tons de grafite.

Entre nós 2 - O que surpreende na linha 2004 do Focus, porém, é a agilidade que o motor de 98 cv proporciona (é o mesmo que já equipa o Fiesta e o EcoSport 1,6). Incrédula, uma pessoa perguntou a um funcionário, nos corredores da Ford: "Será que esse carro anda bem com motor 1.6?". Resposta: "As pessoas não achavam que o EcoSport 1,0-litro não andava? E anda!"

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Data de publicação: 9/9/03