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Estréia coluna de "repórter fuçador", que busca um olhar
diferente sobre automóveis sem perder a veia crítica

por Luís Perez

É tarefa das mais difíceis escolher as palavras certas para estrear uma coluna. Sobretudo em um meio como a internet, que, a despeito de ser novo, já apanhou o bastante para saber que a competição é tremenda. Nesse ponto, o setor automobilístico tem muito o que ensinar. Particularmente no Brasil, que teve seu mercado aberto há pouco mais de uma década e, cabalisticamente, conta com pouco mais de uma dezena de marcas fabricando automóveis em território nacional.

Optei, nesta primeira coluna, que nasce no primeiro dia do segundo semestre de um ano difícil para o mercado automobilístico, por apresentar o que está por vir. Longe de ter a experiência do já amigo e agora colega Bob Sharp, não tenho a pretensão de batucar o teclado e escrever o que vem à cabeça (mesmo porque, rato de redação, acho que a memória poderia me trair). Autogiro será uma coluna de repórter fuçador — aquele que bate perna de bloquinho na mão em busca de uma boa história e é jornalista 24 horas por dia.

Ou seja, já vou avisando: não coleciono revista especializada desde criança. Tampouco cresci sujo de graxa, em uma oficina. Nem sempre tenho arrepios ao ouvir o ronco de um superesportivo. Fui escolhido pelo meio automobilístico, não fui eu quem o escolheu. Mas, jornalista profissional (amador desde os 11 anos), acabei me envolvendo com todos os assuntos que cobri na grande imprensa — política, economia, educação, recursos humanos, cultura e, por que não, automóveis! Sei lá se o fato de ser filho de engenheiro tem a ver...

Só sei — e faço questão de lembrar — que hoje também faz exatos dez anos que assinei meu primeiro contrato de trabalho. O mesmo que me permitiu conhecer tantas pessoas. Entre elas, esse aficionado por carros, o abnegado editor do BCWS, Fabrício Samahá, que já me dava a honra de ser seu amigo e agora me dá a de fazer parte deste time.

Não é a primeira vez que “trabalhamos” juntos. Já perseguimos um Focus disfarçado em uma estrada de Taubaté, interior de São Paulo, antes de o médio da Ford chegar ao mercado brasileiro. E, a meu pedido, Fabrício já emprestou seus conhecimentos à Folha de S.Paulo no período em que editei o caderno Veículos, em suplementos especiais.

Quebramos muito a cabeça para escolher o nome da coluna. Achamos Autogiro uma ótima opção. “Parece metralhadora giratória”, brincou meu novo editor, insinuando que eu deveria acioná-la. Pensei que poderia lembrar demais a coluna Alta Roda, do renomado Fernando Calmon, cujo formato é completamente diferente.

Mas batemos o pé — e o martelo: Autogiro é fácil de guardar, sugere ação, jovialidade, como tem de ser... E, como coluna de repórter, bem como as dos meus ex-colegas de grande imprensa Elio Gaspari e Mônica Bergamo, não poderia deixar de ter entrevistas.

Por fim, a primeira edição chega para, didaticamente, dizer o que se deve esperar desta página, que se propõe a ser semanal. O espaço será dividido em subseções além deste “abre”:

Entrevistas: até duas por semana, com personalidades do meio automobilístico ou não. Podem não ser famosos — importante é ter o que falar sobre carros. Estamos muito bem de estréia: o polêmico vice-presidente (e porta-voz) da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, e o professor de português Pasquale Cipro Neto, que dispensa apresentações.

Roda e avisa: notas com notícias do setor, de preferência superexclusivas.

Shopping: também notas, com o livro, o acessório, a roda, enfim, a engenhoca da vez que estiver sendo colocada no mercado, preço e serviço. Pode contemplar superendinheirados (veja nota sobre a Maserati).

Zoom: meio inspirada na frase: “Puxa, eu nunca havia notado que meu carro tinha isso”. Detalhes pouco percebidos de modelos que estão pelas ruas.

Cronicar: pequena história quando este colunista se deparar com fatos pitorescos relacionados a automóveis. O que não é difícil...

Claro que sugestões serão sempre bem-vindas.

Por fim, vem a pergunta: por que publicar a coluna no BCWS? Primeiro, porque é um desafio escrever para um público tão específico após ter vindo de um grande jornal, cujos leitores nem sempre (aliás, quase nunca) têm conhecimento aprofundado do tema. Mas também em razão da alta respeitabilidade do site, que se traduz em uma audiência qualificada e numerosa.

São cerca de 3 milhões de page-views (consultas às páginas) por mês, englobando todo o conteúdo. A página principal tem em torno de 200 mil acessos mensais. Só o boletim é enviado por e-mail para cerca de 5.000 cadastrados, e na última Eleição dos Melhores Carros foram registrados 46 mil votos. É preciso dizer mais? Continua


 

Roda e avisa
Isso é que é carrão - O picape Ford F-250 ganha, neste segundo semestre, uma versão de cabine dupla. Será o maior carro de passeio — não é assim que esse tipo de veículo é usado? — do mercado. Fabricado em São Bernardo do Campo (SP), deve ter preços a partir de R$ 70 mil.

Fogo e direção 1 - Sim, o extintor de incêndio ainda é item obrigatório, apesar de os carros mais novos contarem com dispositivos que cortam o combustível em caso de impacto, para evitar o fogo. O que espanta é um número divulgado pelos bombeiros paulistas: em 2002, 2.642 automóveis pegaram fogo — média de 7 por dia.

Fogo e direção 2 - Na capital paulista, o motorista desavisado que segue pela marginal Pinheiros em direção ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito), para lacração ou vistoria, é “conduzido” pela má sinalização a uma entrada do parque Villa Lobos onde fica um vendedor de extintores. “O sr. vai fazer vistoria? Eles olham cinto de segurança e se o extintor está vencido. Não quer comprar um?”, pergunta o esperto ambulante. Detalhe: o autor estava a bordo de um Ford Fiesta quase zero. Por conta disso, o vistoriador “verdadeiro” nem se lembrou do extintor.

Baby, you can drive my car... - No último mês, uma promoção embalou os corações de uma beatlemaníaca. Quem comprasse o ingresso de número 2 milhões da turnê Back to the World, de Paul McCartney, ganhava, das mãos do ídolo, um New Beetle Cabriolet (que pode ser visto em São Paulo, na Volkswagen Haus, na avenida Cidade Jardim). Estudante de Liverpool, Laura Andrew, 19, recebeu do ex-beatle um Beetle laranja-pôr-do-sol.
 
Shopping
Deixa chover - Ponto para a Peugeot por ter lançado, no 206 Techno, itens como sensor de chuva e faróis com acendimento automático. São equipamentos pouco comuns até em modelos mais sofisticados. A versão chega com motores 1,0-litro de 70 cv e 1,6-litro de 110 cv. Custa a partir de R$ 27.700 (1,0) e R$ 31.650 (1,6).

Som, um, dois, três... - A Siemens VDO acaba de colocar no mercado os toca-CDs 2703 e 2803, cuja principal novidade é a reprodução de MP3. Seu preço sugerido é de R$ 950. Também da marca há o kit viva-voz para celular (R$ 200), que permite conexão entre o aparelho de som e o telefone. O equipamento transmite a conversa pelos alto-falantes do carro e diminui o volume do rádio.

Competição à italiana - No próximo ano será inaugurada uma nova categoria de automobilismo, a Maserati Trofeo, que vai reunir 25 gentleman drivers (precisa traduzir?). A ser disputada no próximo ano, em até dez circuitos brasileiros (na Europa, 26 carros preparados correm a temporada 2003, em sete etapas), deve atrair muita gente que gosta de adrenalina e tem dinheiro para gastar. Com direito a um kit de manutenção, custa US$ 150 mil (R$ 428 mil).

Tan tan tan... - Se passou despercebido, ainda vale a dica: ainda é possível comprar o CD Um Tributo a Ayrton Senna, que traz canções de Queen (I Want it All), Phil Collins (In the Air Tonight), Chris Rea (Nothing to Fear), além do indefectível Tema da Vitória, de Roger Henri. Há ainda trechos raros de entrevistas do piloto. Lançado pela Sony Music, custa R$ 29 e pode ser adquirido on-line pelo www.senna-cd.com.

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Data de publicação: 1/7/03