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Carros do Passado

O topo de linha da Fiat

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Primeiro médio da marca ítalo-mineira, o Tempra tem a
seu crédito muitas primazias na indústria nacional

Texto: Fabrício Samahá - Edição: Bob Sharp - Fotos: divulgação

Exatos cinco anos depois do Uno, em janeiro de 1988, a Fiat italiana apresentava o sucessor do médio-pequeno Ritmo. Com o curioso nome de Tipo -- que era parte da designação do projeto, Tipo Due ou "tipo dois" --, aquele cinco-portas de linhas robustas, encorpadas, tinha como atrativos um ótimo espaço interno e painel digital. Produzido em uma nova fábrica altamente robotizada em Cassino, na Itália, desde então já se sabia que daquele hatchback, um tanto amplo para seu segmento, sairia um três-volumes. Seu codinome era Tipo Tre, ou três.

O Regata representava a Fiat entre os sedãs médios até a chegada do Tempra, inclusive na Argentina. Seu motor 2,0 foi herdado pelo sucessor

Lançado em fevereiro de 1990, o sucessor do Regata acabou rebatizado Tempra, que em italiano significa temperamento. Era um bonito sedã de quatro portas com traseira bastante curta e elevada, sua maior característica de estilo. Embora com as mesmas largura (1,695 metro) e entreeixos (2,54 metros) do Tipo, era bem mais longo (4,35 metros contra 3,95) e tinha desenho frontal próprio, em que os faróis mais amplos e inclinados contribuíam para as formas arrojadas.

O ótimo coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,28 e o amplo espaço, tanto para passageiros quanto para bagagem (500 litros, apesar do estepe no porta-malas), eram seus cartões de visita. As portas se abriam em quase 90° e a grande altura facilitava o acesso e a acomodação. Como o Tipo, podia vir com interessante painel digital, composto por dois "andares" de instrumentos gráficos, além de ar-condicionado com controle automático e digital de temperatura, freios antitravamento (ABS) e teto solar de comando elétrico.

Em fevereiro de 1990 os europeus conheciam o Tempra, com várias opções de motores e recursos como teto solar elétrico, painel e ar-condicionado digitais

A mecânica era derivada do hatchback: motor transversal de quatro cilindros com comando de válvulas no cabeçote, suspensão independente nas quatro rodas (dianteira McPherson e traseira com braço arrastado), freios a disco à frente e a tambor atrás. Os motores a gasolina ofereciam opção entre 1,4 litro, com carburador e 76 cv; 1,6 litro, com carburador e 84 cv; e 1,8 litro, com 109 cv e injeção eletrônica. Um 2,0 de 115 cv a injeção chegaria depois. E havia os diesels de 1,9 litro, com aspiração natural (65 cv) e turbo (90 cv).

A perua Tempra Station Wagon, S.W., chegava já em abril. No ano seguinte apareciam as opções de transmissão automática de quatro marchas, no motor 2,0, e tração integral para a perua. Em 1992 toda a linha ganhava injeção e catalisador, sem aumento de potência, e um ano depois vinham melhorias em segurança, como barras de proteção nas portas, assoalho reforçado e, em algumas versões, bolsa inflável para o motorista.

A traseira alta garantia amplo porta-malas. No modelo italiano, ao lado, eram diferentes o alojamento da placa e a maçaneta da tampa, além de existir limpador para o vidro

Antes mesmo que o Tempra chegasse ao mercado europeu, já corria por aqui a notícia de que ele seria o primeiro modelo médio da Fiat brasileira. A marca de Betim, MG não fabricava um modelo superior à linha Uno desde 1986, quando o Alfa Romeo 2300 fora descontinuado. Diante do êxito do Monza e do Santana na segunda metade dos anos 80, um sedã espaçoso e potente cairia como uma luva para o fabricante ítalo-mineiro. Continua

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Data de publicação deste artigo: 23/3/02

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