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Carros do Passado

Antes mesmo de chegar às ruas esse Galaxie era apelidado de "Teimosão" ou "Pé-de-Camelo", em alusão às versões populares Teimoso, do Willys Gordini, e Pé-de-Boi, do Volkswagen, fabricadas anos antes (saiba mais). Só mesmo àquele tempo, anterior à primeira crise do petróleo, um carro tão gastador-- fazia de 3,5 a 5,5 km/l conforme as condições de uso -- podia ser vendido como versão econômica.

Em 1969 chegava o LTD (em primeiro plano), versão mais luxuosa, com capota revestida de vinil e a opção de transmissão automática, a primeira na produção nacional. Trazia ainda o motor 4,8-litros de 190 cv, que não demorou a ser estendido ao Galaxie 500 (ao fundo)

O sofisticado Landau   Um ano depois a Ford apontava para o caminho oposto, o do requinte, com o LTD Landau. A palavra, de origem francesa, identificava antigas carruagens cujo teto podia ser recolhido metade para a frente e metade para trás, utilizando uma dobradiça central em forma de "S". No caso deste Ford não havia capota conversível, mas um adorno nas colunas traseiras simulava a tal dobradiça.

Além desses e de outros adornos, o Landau trazia um vidro traseiro reduzido, para tornar o interior mais privado e aconchegante; calotas raiadas, também inspiradas em carruagens; revestimento da capota em vinil corrugado, por fora, e material aveludado, por dentro; e revestimento dos bancos em couro, opcional, ou em cetim. Havia luzes de leitura na traseira, controladas pelo motorista, e dois alto-falantes em vez de um só. O câmbio podia ser manual ou automático.

O Landau vinha com vidro traseiro menor, diversos adornos e um friso em "S" nas colunas, que imitava a dobradiça da capota das antigas carruagens que lhe cederam o nome

Os freios tinham servoassistência e nas demais versões eram aprimorados, mas mantendo os tambores: só em 1972 surgia a opção pelos dianteiros a disco, mais eficientes e resistentes ao uso contínuo. No ano seguinte, alterações de estilo na grade, lanternas e pára-lamas traseiros davam-lhe um ar mais atual. A versão básica era descontinuada. A alta da gasolina que se seguiu gerou dificuldade nas vendas de carros grandes e e que consumiam muito, fazendo com que só em 1976 a Ford voltasse a efetuar modificações -- as mais extensas desde seu lançamento.

Os quatro faróis vinham em linha horizontal, com as luzes de direção nas extremidades onde antes eles ficavam, e podiam usar lâmpadas halógenas. A grade era menor, com barras verticais, embora o Galaxie 500 continuasse com frisos horizontais, e o pára-choque dianteiro trazia a placa no lado esquerdo. Na traseira as lanternas vinham em conjuntos de três retângulos, com as luzes de ré ainda no pára-choque, e todas as seis eram acesas, conferindo ar imponente à noite. As calotas de desenho liso traziam no centro o mesmo símbolo da "mira" fincada no capô: o emblema da Lincoln americana, só que posicionado na horizontal. Continua

Viagem sem volta

O Galaxie nunca teve no Brasil uma versão perua, ao contrário dos EUA, onde existiam as versões Ranch Wagon e Country Squire, esta com direito a apliques laterais simulando madeira.

Mas uma transformação inusitada foi realizada em Caxias do Sul, RS pela empresa RVM Carrocerias Ltda. na década de 80. O luxuoso sedã recebia um alongamento da capota e uma adaptação na parte traseira para servir como carro fúnebre, com classe e sobriedade difíceis de obter em outro veículo. As portas traseiras eram soldadas e o vidro traseiro, basculante, servia de acesso ao compartimento.

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