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Carros do Passado

O Galaxie era construído sobre um chassi de longarinas, de desenho perimetral e não tipo escada, solução hoje abandonada nos automóveis em favor do monobloco, e já trazia carroceria com deformação programada na frente e na traseira, um fator de segurança. As suspensões, tradicionais, empregavam molas helicoidais bastante macias, em benefício do conforto; os freios eram a tambor nas quatro rodas. Os primeiros modelos vinham com o robusto motor V8 do F-100, de 272 pol3 de cilindrada (4.458 cm3) e comando de válvulas no bloco, que desenvolvia 164 cv de potência e 33,4 m.kgf de torque. 

As dimensões, o estilo e a abundância de cromados eram típicos dos carros americanos. O motor inicial, de 4,5 litros e 164 cv, era o mesmo dos picapes e caminhões da marca

Não era o ideal para o elevado peso do Galaxie, 1.780 kg: as acelerações eram lentas, de 0 a 100 km/h em 15 s, e a velocidade máxima ficava em 150 km/h. Ainda assim, o primeiro automóvel da Ford logo assumia uma posição de prestígio no mercado, dada a escassa concorrência nacional. Seu rodar confortável, baixíssimo nível de ruído e as amplas acomodações representavam as apreciadas qualidades dos carros americanos.

Nos anos seguintes recebia novos equipamentos que acentuavam seu conforto. Na linha 1969 passava a ser oferecido na versão LTD (de limited, ou edição limitada, o que na verdade não era). O acabamento mais refinado incluía teto revestido em vinil, grade e frisos diferenciados, tapetes espessos, painel e portas com revestimentos em jacarandá da Bahia, retrovisor externo com ajuste interno (por um botão no painel), lampejador de farol alto, espelho de cortesia no pára-sol direito e apoio de braço central no banco traseiro.

O baixíssimo nível de ruídos e a maciez da suspensão eram qualidades do Galaxie que nunca seriam esquecidas por seus fãs. O porta-malas conseguia ser amplo mesmo com o grande estepe na horizontal, entre a bagagem e o banco traseiro

Junto do LTD vinha um motor de 292 pol3 (4.785 cm3, obtidos com maior diâmetro dos cilindros), 190 cv e torque de 37 m.kgf, para melhora razoável no desempenho. Era vinculado à transmissão automática de três marchas Cruise-o-Matic, primazia na produção nacional. O ar-condicionado tinha evaporador, comandos e difusores de ar ainda sob o painel, enquanto a direção assistida era tão leve que o volante podia ser movido com um só dedo, chegando a assustar os desavisados.

A combinação do motor 292 ao câmbio manual tornava-se disponível apenas no modelo 1970 do Galaxie 500. Atingia 160 km/h reais de velocidade máxima -- o velocímetro, famoso por seu otimismo, tocava com facilidade os 180 -- e acelerava de 0 a 100 em 13 s. A mesma época marcava o lançamento do Galaxie básico, mais simples e acessível, para concorrer com o então novo Dodge Dart e com o Opala 3800. Despojado no acabamento interno e externo, perdia a direção assistida, a ventilação forçada, o rádio e muitos cromados. Continua

Carro de presidente
O Landau foi por muito tempo o preferido de autoridades governamentais. Mesmo após o encerramento de sua produção, a Presidência da República manteve em uso um modelo 1982 a álcool. Em péssimo estado, foi substituído em 1990 por um Lincoln Town Car, cedido em regime de comodato pela Ford ao então recém-empossado presidente Fernando Collor.
Em escala
No catalogo de 1966 da famosa e tradicional Matchbox, o Ford Galaxie fazia parte em trajes de "Fire Chief Car", ou seja, o carro do chefe dos bombeiros. Na cor vermelha, com adesivos e lanterna azul no teto, media 73 mm, ou seja, escala aproximada de 1/73. Não faltava o bonequinho representando o "chefe" ao volante. Pelo tamanho da escala, muito realista. (Francis Castaings)

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