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Carros do Passado

Outros atrativos   O melhor grupamento de antigos nacionais, originais lá estava. Exemplares de Brasinca 4200 GT, que com o único Willys Executivo, representavam os Clássicos Brasileiros. Também expostas as três unidades de GT Malzoni -- esportivo construído em 1966 sobre plataforma Auto Union DKW Vemag -- que estiveram nas Monterey Vintage Races, na California, EUA. Igualmente, as únicas unidades conhecidas do Fúria GT e do Onça, ambos sobre plataforma Alfa Romeo/FNM. O primeiro, solitária criação de Renato Peixoto. O outro, última remanescente de uma ninhada que uniu carroceria de Rino Malzoni em montagem da Fábrica Nacional de Motores.

A elegância do Itamaraty Executivo, limusine da Willys: ao lado do Brasinca, é o único nacional considerado clássico
 

O grupamento de Willys Interlagos foi o maior, com as três versões, Berlinette, Coupé e Conversível, em anos diversos para que se pudesse perceber a evolução destes veículos. Destaque especial para o Interlagão, como foi chamado o modelo do Alpine A 110, desenvolvido e adequado no Brasil para o uso do motor 1.300 do Corcel, e que nunca foi à produção. Uma unidade, única remanescente para uso de rua, foi exposta.

As marcas desaparecidas foram lembradas. A FNM/Alfa Romeo identificou sua história no Brasil do JK, sua primeira designação no país, ao Alfa Romeo 2300 TI4, o último modelo de 1986. Os Aero-Willys bem representaram a proposta de exibir o desenvolvimento no Brasil. Haviam os modelos idênticos aos de origem norte-americana, e os que marcaram a evolução brasileira.

Dentre os Volkswagens em quantidade, a atração maior era um exemplar do SP1, modelo esportivo construído em 1972 em apenas 44 unidades, insucesso comercial abafado pelo SP2. Foi exposto pela Volkswagen, co-patrocinadora do evento, localizado em seus galpões. Último exemplar, e zero-quilômetro.

De antigos, a DaimlerChrysler, comemorando 100 anos do nome Mercedes, esteve presente com um caminhão 1111, do início dos anos 60, e com um Jeep Wrangler, que fez contraponto com um Jeep 1975. O Jeep, um dos quatro veículos mais emblemáticos da história do automóvel, comemorou em julho 60 anos de projeto.

O jipe Tupi, outra tentativa sem êxito de construir um utilitário -- neste caso, a partir do motor de um gerador elétrico

Como complementação, palestras ligadas ao automóvel. Do publicitário Mauro Salles, automobilismo como mídia; o designer Anísio Campos expôs trabalhos e esculturas; o engenheiro Jorge Lettry, então chefe da área de competições da Vemag, sobre as dificuldades de desenvolvimento de tecnologia nacional; e o piloto Bird Clemente, um vencedor da época, falou sobre os bastidores e a experiência do automobilismo brasileiro.

O Carro do Brasil reuniu 93 veículos dentre os mais antigos e originais do país, tendo sido visto por aproximadamente 12.500 pessoas, incluindo o Presidente da República, em pioneira visita a um evento do tipo.

Os 10 Melhores do Carro do Brasil
- Melhor do Brasil 2001: Willys Executivo, 1967 (Roberto Nasser, Brasília, DF)
- Auto Union DKW Vemag Candango 4, 1960 (Hélio Aires, Niterói, RJ)
- Renault Dauphine, 1960 (Fernando Curvello, Rio de Janeiro, RJ)
- Ford picape F100, 1961 (João Filgueiras Lima, Brasília, DF)
- Auto Union DKW Vemag Belcar, 1964, 1a. série (Boris Feldman, Belo Horizonte, MG)
- Renault Teimoso, 1966 (Fábio Steinbruch, São Paulo, SP)
- FNM TIMB 2000, 1968 (Roberto Nasser, Brasília, DF)
- Chrysler Esplanada GTX, 1969 (Fábio Steinbruch, São Paulo, SP)
- FNM Fúria GT 2.150, 1972 (Fábio Steinbruch, São Paulo, SP)
Premiação Especial
- Tupi (Sebastião William Cardoso, Rio Bonito, RJ)

- Joagar (Sidney Zocca, Jaboticabal, SP)

- Democrata (Irmãos Finardi, São Bernardo do Campo, SP)

- Auto Union DKW Universal 1956 (Deusdedit Valenciano, Batatais, SP)

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