Investimento na
própria história

A Citroën reinaugura seu espaço na charmosa Avenue des Champs-Élysées, em Paris, com o C_42

Texto: Bob Sharp
Fotos: divulgação

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Passado (o Traction Avant, foto inferior), presente (como a C4 Picasso) e futuro (os conceitos C-Métisse e C-Airplay) combinam-se em um ambiente que impressiona

C_42: essa é a forma abreviada de exprimir o endereço Avenue des Champs-Élysées, nº 42. É onde a Citroën, desde 1996 parte do grupo PSA Peugeot Citroën, dá mais um passo na preservação de sua rica história. Um gesto merecedor de todo o aplauso, dado que hoje em dia a questão custo parece sobrepujar qualquer outra na indústria automobilística, mundial e nacional. É mesmo muito estimulante ver um fabricante contar o que tem a contar, e num espaço tão especial. Foi a reinauguração do C_42, no dia 27 último, que o Best Cars teve a oportunidade de testemunhar, a convite da Citroën do Brasil.

O C_42 não é salão de vendas, mas uma vitrine da marca de 88 anos que sempre se destacou pela inovação. Tudo começou em 1927, quando a empresa só tinha oito anos. O fundador André Citroën entendeu o impacto que um espaço pode ter sobre o público, a impressão que fica da notoriedade de sua marca. Cinco anos depois, deu um passo ainda maior, o de montar a primeira loja de exposição daquela avenida, um espaço de 370 m² cuja fachada fora idealizada para impressionar. As sete letras de Citroën vão para o topo da fachada e brilham na avenida, cada uma medindo 1,75 metro de altura. De 1932 a 1984, o espaço apresentou toda sua gama, do mítico "11", o Traction Avant, ao aerodinâmico CX.

Seguiu-se o período "Hippo-Citroën", uma sociedade com o grupo Flo, controlador da rede Hippopotamus, para um novo tipo de atividade e que duraria, por contrato, 20 anos. Nesse período a vitrine passou a um luxuoso bar-restaurante churrascaria de 220 lugares, no prédio reformado de 15,8 metros de altura com elevador todo de vidro. O lugar chegou a receber 2.800 visitantes por dia até seu fechamento em 2004, quando venceu o contrato.

Finda a era "Hippo", a Citroën planejou refazer sua vitrine na Champs-Élysées, um local totalmente dedicado à marca, um lugar de prestígio que permitisse descobrir ou redescobrir o passado, o presente e o futuro e exibisse a capacidade de inovação da marca. Mas antes, em 2001, a Citroën já lançava um concurso internacional de arquitetura, a base do C_42.

A arquitetura Citroën   O visual dos locais da marca sempre foi muito importante para seu fundador. Ele criou o "estilo arquitetônico Citroën" de edifícios imponentes, modernos, com bastante claridade para perfeita visualização dos carros por meio de grande área envidraçada, misturando-a com o aço e repletos de acessórios refinados. O estilo foi transposto para as implantações no exterior, mas Citroën soube se adaptar à arquitetura local, sempre realçando a marca da "dupla insígnia" — que simboliza o desenho da engrenagem de dentes helicoidais duplos e antagonistas —, criada por André Citroën e que até hoje constitui o símbolo da marca. Continua

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Data de publicação: 2/10/07

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